sexta-feira, 17 de setembro de 2010

CENTROS DE FORÇA


ENTENDA COMO FUNCIONA OS CHACRAS E AS NADIS.
A DIFERENÇA ENTRE O SISTEMA HINDU E O DE LEADBEATER
Dr. Elzio Ferreira de Souza
Pela Assossiação Médico-Espírita do Brasil
 Estabelecida a pluralidade dos corpos sutis de manifestação do espírito, verificamos que esses corpos são dotados de centro de forças, com funções distintas, quer que no que se refere a transferência de energias ligadas ao plano físico quer no que se refere ao desenvolvimento espiritual. Eles são denominados de chacras (rodas). André Luiz denomina-os de  centro de força, centros perispiríticos, centros vitais. Estudando-os psicologicamente, Jung afirmou tratar-se de verdadeiros centros de consciência. Leadbeater (1974) estudos os centros de força do duplo etérico, enquanto André Luiz refere-se sempre aos do corpo astral. Hiroshi Motoyama, no livro  Teoria do Chacras, também opina no sentido de que algumas diferenças na percepção espiritual dos chacras entre Leadbeater e Satyananda Saraswati  devem ter ocorrido devido ao fato de os autores terem se  referido aos corpos espirituais distintos. O mesmo ocorre com Swami Sivananda, que se refere ao corpo astral. Há necessidade ainda de advertir para o fato de que André Luiz utiliza o termo centros vitais, não para denominar o conjunto de chacras do duplo etérico, que seriam propriamente centros vitais, mas, sim, os referentes ao corpo astral, referindo-se assim à vitalidade num sentido amplo, e não somente físico.

OS CHACRAS - Ainda que toda a literatura clássica do hinduísmo refira-se aços chacras, encontramos autores que lhes negam a realidade. Mas é necessário saber o que desejam dizer, antes de tomar-lhes ao pé da letra as afirmativas. Gopi Krishna, por exemplo, sustenta que durante a sua fantástica experiência de departamento da kundalini (ou kundali) não se deparou com os chacras. Seria apenas uma sugestão feita pelos mestres aos discípulos a fim de ajudá-los na concentração. Mas, da leitura do texto, pode verificar-se que ele observou os chacras e os descreveu como “brilhantes centros nervosos”, que sustentam “discos luminosos girando, semeados de luzes ou uma flor de lótus em completa florescência, reluzindo aos raios do sol”, “formações luminosas e discos incandescentes de luz, nas diversas junções nervosas ao longo da medula espinhal”. Quando ele diz não ter encontrado os chacras, o que realmente quer dizer é que não os viu da forma descrita pelas criaturas hindus, em que cada um deles é descrito de forma simbólica como contendo no seu interior uma forma geométrica (yantra), um animal (nos quatro primeiros), duas divindades (uma masculina e outra feminina) e uma letra do sânscrito (bijâ mantra), contrariando autores que sustentam que, a visão espiritual surge nos chacras as referidas letras, como por exemplo, Sivananda: “As letras existem nas pétalas de forma latente e podem manifestar-se e sentir-se durante a concentração e a vibração das nadis”. “Motoyama afirma que: Em nossas experiências, têm surgido, algumas vezes, letras sânscritas sem que os videntes tenham conhecimento do assunto e sem que, por isso, pudessem saber do que realmente se tratava”. Não nos é possível entrar aqui com mais detalhadas referências, para as quais nos faltaria espaço. Limitamo-nos ao que se refere a sua teoria através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier, a destacar que não somente André Luiz refere-se aos centros de força. Encontramos referências aos mesmos em mensagens de Romeu A.  Camargo, recolhida no livro Falando a Terra, que reproduz as palavras do espírito Lameira de Andrade: “Nosso corpo espiritual encerra também potentes núcleos de energia, entretanto, não vivem expostos à visão externa, qual acontece ao veículo da carne. São centros de força, destinados à absorção e à transmissão de poderes divinos, quando conseguimos harmonizá-los com as grandes leis da vida. Localizam-se nas regiões do cérebro, da laringe, do barco, e do baixo-ventre. Não importa que a ciência do mundo os desconheça por enquanto. O conhecimento humano avança por longos e pedregosos trilhos. Outro escritor que faz referência aos centros de força é Ernesto Senra, descrevendo-os como desempenhando “a função de baterias” para o condensador, representado pelo corpo espiritual. Emmanuel também a eles se reporta no livro Caminhos de Volta. 
NADIS - Existe, nos nossos corpos espirituais, uma série de filamentos formando uma rede à semelhança dosistema nervoso. Denominam-se nadis (canais, vasos, veias, artérias e também nervos); são condutoras de energia e existem aos milhares. Equivalem no plano espiritual à rede nervosa, espalhada pelo organismo. Seu número, no entanto, é incerto, porque nem as escrituras hindus certificam o número exato. Alguns livros falam de 550.000, outros de 720.000 etc., mas parece que a maioria dos autores se inclina para um total de 72.000, e há quem afirme que tais números são exotéricos. Alguns desses canais de energia merecem destaque: Sushumnâ, Idâ, Pingalâ, Gandhârî, Hastajihv, Kuhu, Sarasvatî, Pûsha, Sankhinî, Payaswini, Varuni, Alambhushâ, Vishvodhara, Yashasvinî. Sushumnâ, Idâ, Pingalâ são as três nadis mais importantes. Sushumnâ corre ao centro, na localização da coluna vertebral, enquanto que Idâ se ergue ao seu lado esquerdo e Pingalâ, pelo direito. Motoyama afirma ter chegado à conclusão de que esses dois últimos se erguem em linha reta ao lado do primeiro, julgando-se tratar-se da segunda linha do meridiano da bexiga. Além disso, acentua que os livros clássicos não se pronunciam a respeito (no entanto, o Shiva Svarodaya, no sutra 34, faz referências as duas artérias que correm enviesadas, uma de cada lado do corpo). Em algumas observações em nosso grupo, os videntes observaram o cruzamento das nadis, como se fossem uma espécie de losango à semelhança também do caduceu do deus Mercúrio. Esses pontos de encontro forma-se exatamente nos chacras ao longo da coluna vertebral. As escrituras hindus costumam referir-se a três nadis que se encontram dentro da Sushumnâ: Vajna, Chitrini e Bramâ, como se fossem bainhas uma das outras. A mais interior fornecerá a via para a energia denominada Kundalini. Em suas investigações, Motyama conclui que as nadis parecem ser essencialmente os conhecidos meridianos: “Os (sic) nadis são constituídos por delgados filamentos de matéria energética sutil. São diferentes dos meridianos, os quais, na verdade, têm uma contra-parte física no sistema de dutos meridianos. Os (sic) nadis representam uma extensa rede de energias fluídicas que se compara, em abundância, aos nervos do corpo”. A opinião de Motoyama, porém, deriva dos experimentos com o aparelho para medir as condições funcionais dos meridianos e seus correspondentes órgãos internos (AMI). Essa divergência encontra base na própria natureza da nadi: ela seria um canal por onde fluiria o prana ou fluido vital, ou apenas uma corrente de energia que circula pelo corpo? 
PRANA E KUNDALINI - A energia que corre pela nadis é denominada de prana em sentido amplo. A literatura hindu costuma reconhecer cinco espécies de Prana (sentido estrito; em sentido amplo é igual a fluído cósmico) de acordo com os órgãos sobre os quais atuem - prana tem sentido estreitíssimo), semana, apana, udana e vyana. Mas existe uma modalidade de energia que estaria ligada aos processos de desenvolvimento espiritual, como o êxtase, energia está que corre pelo interior da Sushumnâ (de acordo com os yoguis, pela Brâma Nadî, que se encontra encapsulada por esta). Essa energia é conhecida com o nome de kundalini. Há casos em que não somente a kundalini se ergue através da coluna, como energias superiores descem pelo canal central. Eis um registro feito por ME (médium do grupo) em 12/04/89: “Ao olhar para o médium, eu tive uma visão sensacional. Eu vi uma entrada de energia, isto é, uma projeção densa de luz, como se estivesse entrando pelo chacra coronário do médium e percorresse todo o seu corpo pela coluna vertebral, chegando até o chacra básico, fundamental, e era de tal forma intensa a luz que era como se estivesse vendo o médium todo transparente por dentro; na parte da cintura para baixo, a luz teve a intensidade tão grande, que chegaram a doer meus olhos; era uma luz totalmente dourada, e quando chegou à base da coluna com essa intensidade aumentada, então, houve uma mudança do dourado para o alaranjado e ficou mais vermelho, e misturando-se o dourado com o vermelho e subiu de vez e, à proporção que a luz subia, ia ficando menos vermelha até sair pelo centro coronário, chegando a ultrapassar a própria cabeça”.  LEADBEATER DESCONSIDEROU O CHACRA SEXUAL E APONTOU O CHACRA DO BAÇO(ESPLÊNICO), NA IMAGEM ACIMA.

SEGUNDO JUNG O CENTRO DA CONSCIÊNCIA SOFREU VARIAÇÕES NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE, CHAMANDO A ATENÇÃO, QUE AINDA HOJE, OS ÍNDIOS PUEBLOS SITUAM NO CORAÇÃO O CENTRO DA CONSCIÊNCIA.
FUNÇÕES DOS CHACRAS -Os chacras desempenham a função de condensadores de energia e de transferidores de energia. Satyananda Sarawasti destaca esta função do chacras ensinando a respeito: Além de funcionar como centros de controle, os chacras trabalham como centro de permuta entre as dimensões físicas, astral e causal. Por exemplo, através dos chacras, a energia sutil das dimensões astral e causal pode ser transformada em energia para dimensão física. “Isto pode ser visto em yoguis que têm sido sepultados sob a terra por longos períodos de tempo”. E, exemplificando lembra que os yoguis que se deixam enterrar vivos, durante muito tempo, para experiências, conseguem conservar a vida, através da ativação do chacra laríngeo (vishuddhi), que controla a fome e a sede. Os chacras podem operar a conversão de energia física em energia sutil, bem como em energia mental dentro da dimensão física. Os chacras funcionariam como centros de transferência e conversão de energias entre duas dimensões vizinhas e como conversor de energia entre o corpo físico e a mente. A ativação e despertar dos chacras permitiram o conhecimento e a entrada em dimensões mais altas conferindo poder para suportar e dar vida as mais baixas dimensões. Essa conversão de energia é também destacada por Vivekananda. O homem tende a lançar a energia sexual originária da ação animal para o cérebro afim de armazená-la ali em forma de energia espiritual (Ojas). “Todos os bons pensamentos, toda oração converte uma parte daquela energia em Ojas e ajuda a dar-nos poder espiritual”.
 
OS CHACRAS E SUAS FUNÇÕES, SISTEMA (LEADBEATER) 
 


CENTROS DE CONSCIÊNCIA -Os chacras, além de centros energéticos, são centros de consciência. Geralmente, pensamos no cérebro como único centro onde nossa consciência está ancorada. A filosofia Yogui sabe que esta não é a única forma de consciência.Os chacras são penetrados por energias sutis e cada um desses pontos torna-se sede da consciência, sede da alma. Essa visão psicológica dos chacras como centros foi admitida por Jung em seus Fundamentos de Psicologia Analítica. Segundo Jung, o centro da consciência sofreu variações na história da humanidade, chamando a atenção que, ainda hoje, os índios Pueblos situam no coração o centro da consciência. M.Vera Bührmann reproduz a assertativa de um nativo da tribo xhosa, Mongezi Tiso, da África do Sul: “Os brancos pensam que o corpo todo é controlado pelo cérebro. Temos um a palavra, umbelini (os intestinos): estes é que controlam o corpo. Meus umbelini me dizem o que vai acontecer: você nunca experimentou isso? Jung chegou mesmo a indicar o grau de consciência que teria cada um deles. A referência aos chacras como centros de consciência permite-nos entender melhor a passagem de O Livro dos Espíritos, que, literalmente entendida, já se mostrava defasada na época de sua recepção. Na questão de no. 146, Allan Kardec registrou o ensinamento dos espíritos sobre a sede da alma:
“146 – A alma tem sede determinada e circunscrita no corpo? R– Não, mas ela está particularmente na cabeça dos grandes gênios, em todos aqueles que pensam muito, e no coração daqueles que sentem muito cujas ações dizem respeito a toda humanidade.
- Que se deve pensar da opinião daqueles que colocam a alma num centro vital? R – Quer dizer que o espírito habita de preferência nessa parte de vosso organismo, pois ali desembocam todas as sensações. Aqueles que a colocam no que eles consideram como o centro da vitalidade a confundem como o fluído ou principio vital. “Pode, todavia, dizer-se que a sede da alma está mais particularmente nos órgãos que servem às manifestações intelectuais e morais”.
CONSTITUIÇÃO DOS CHACRAS - Do mesmo modo que os plexos são formados pela concentração da rede nervosa, os chacras ou centros de força o são pela concentração das nadis. A Mundaka Upanishad define o chacra como o local “onde as nadis se encontram como os raios no cubo de uma roda de carruagem”. Segundo Michel Coquet, os chacras maiores seriam o resultado da junção de 21 nadis, os menores seriam resultado da junção de 14 ou de 7 nadis. Tara Michel, todavia, entende que a disposição das nadis que circulam o chacra seria responsável pelo número delas. Em geral, costuma-se fazer referência a sete chacras. São os chacras maiores, mas não únicos. O destaque dá-se porque eles estão envolvidos com o desenvolvimento espiritual do indivíduo e cada um deles está ligado à determinada glândula do corpo humano. No entanto, existem muitos outros, inclusive abaixo da coluna vertebral, como os situados na planta dos pés (atala), no dorso dos pés (vitala), na articulação superior da perna com o pé (nitala), no joelho (sutala), na parte inferior da coxa (mahatala), parte média da coxa (talatala) e a parte superior da coxa (rasatala).Além desses, é importante destacar o chacra mesentérico (esplênico ou do baço), em geral omitido pela literatura hindu. Esse chacra, apesar de sua importância para a saúde e para o sistema imunológico, não tem especial função no sistema de desenvolvimento espiritual e não está ligado a uma glândula, sendo por isso, possivelmente omitido naquelas escrituras. Leadbeater refere-se à existência de um segundo chacra secundário à altura do coração, abaixo do cardíaco, mas Aurobindo o nega peremptoriamente: “Nunca ouvi falar e dois lótus no centro do coração; mas ele é a sede de dois poderes: na frente, o mais vital, mais alto ou ser emocional, atrás, e escondido, o ser psíquico ou alma”. Existe uma certa diferenciação no que diz respeito à enumeração dos principais chacras de vários autores, o que não quer dizer que eles sejam designados ao alvedrio de cada um; pelo contrário, é baseada em distintas razões. Na literatura proveniente do mundo espiritual, o Espírito White Eagle, guia espiritual da famosa médium Grace Cooke, enumera sete chacras principais, incluindo o esplênico, omitindo, porém, o centro básico com centro independente, indicando porém, o sacro a quem denomina de genial ou kundalini. André Luiz segue o mesmo roteiro: não menciona o chacra fundamental e inclui o esplênico, e ao frontal, denomina-o de cerebral. Não se segue disso que esses espíritos neguem a existência do chacra básico; eles o devem encarar como o formando um sistema juntamente com o genital que lhe fica logo acima. Esta ligação é tão profunda que, muitas vezes, indica-se o básico com responsável pelos impulsos sexuais, enquanto os impulsos do ódio, medo, ira e violência são relacionados ao genital. Satyananda Sarawasti também relaciona o chacra básico com o sexo, considerando o genésico como o “lar do inconsciente”. Leadbeater, ao descrever o chacra, compara-o ao pecíolo de uma flor que brotasse de um pendúculo, de modo que a coluna vertebral assemelhar-se-ia a um talo central do qual as flores com suas corolasbrotassem. Descreveu Leadbeater, ainda, a existência de uma tela etérica entre os chacras etéricos e os astrais correspondentes, com a função de evitar uma “prematura comunicação entre os planos”, que poderia ser prejudicial, permitindo a influência de entidades obsessoras. Shalila Sharamon e Bodo J. Baginski indicam diferentes movimentos (horários e anti-horários) para os chacras, variando de acordo com o chacra e o sexo. Sharamon e Baginski escreveram, em seguida, que “O movimento circular dessas rodas faz a energia ser atraída para o interior dos chacras. Quando a rotação é ao contrário, a energia é irradiada pelos chacras”, o que parece desdizer a discriminação do movimento por sexo, pois decorreria disso que existiriam sempre chacras atraindo  energias e outros que a irradiariam permanentemente. Essas diferenciações nunca foram notadas nas observações feitas. Às vezes, o chacra inicia uma rotação anti-horária e depois passa a girar no sentido horário. No entanto, recolhemos em Karangulla e Van Kunz a observação, feita pela segunda, de que o chacra sagrado é o único centro em que a direção do movimento é diferente no homem e na mulher: o feminino movimenta-se no sentido anti-horário. Muitos autores referem-se a cores fixas para cada um dos chacras. Nas observações feitas pelo grupo, constatou-se que as cores variam, dependendo inclusive do indivíduo que está sendo observado, encarnado ou desencarnado. Por isso, as cores apresentadas por aqueles não conferem entre si nem com as escrituras clássicas. Em geral, os autores limitam-se a repetir o número exato de pétalas (ou pás) dos chacras, conforme os registros existentes na literatura hindu. A questão dos chacras é muito complexa e abrangente e com certeza, o espírita que desejar se aprofundar no tema deverá pesquisar em várias fontes, de diferentes doutrinas, sempre tendo como base os ensinamentos da codificação de Allan Kardec.

OS CHACRAS – Figuras Representativas

CHACRA CORONÁRIO – Localização: topo da cabeça;
Correlação Física: ligado a Glândula Pineal (epífise);
Cor:violeta, branco-fluorescente ou dourado.
É o chacra mais importante, pois é o responsável pela irrigação energética do cérebro. Bem desenvolvido, facilita a lembrança e a conscientização das projeções da consciência. É muito importante na telepatia, na mediunidade, nas expansões da consciência e na recepção de temas elevados. É o chacra por onde penetra a energia cósmica.

CHACRA FRONTAL – Localização: fronte;
Correlação Física: ligado a Glândula Hipófise (pituitária);
Cor: índigo, branco-azulado, amarelo ou esverdeado.
É responsável pela energização dos olhos e do nariz. Bem desenvolvido, facilita a clarividência e a intuição. Por vezes, a sua atividade cria uma palpitação na testa ou sensação de calor (parece um coração batendo na testa).


CHACRA LARÍNGEO – Localização: garganta;
Correlação Física: ligado a Glândula Tireóide (e paratireóides);
Cor: azul-celeste; lilás, branco prateado ou rosa.
É responsável pela energização da boca, garganta e órgãos respiratórios. Bem desenvolvido, facilita a psicofonia e a clariaudiência. É considerado também como um filtro energético que bloqueia as energias emocionais, para que lãs não cheguem até os chacras da cabeça. É o chacra responsável pela expressão criativa (comunicação) do ser humano no mundo. 
 
 
CHACRA CARDÍACO – Localização: centro do peito;
Correlação Física: ligado a Glândula Timo;
Cor: verde e amarelo-ouro.
É o chacra responsável pela energização do sistema cárdio-respiratório. É considerado o canal de movimentação dos sentimentos. É o chacra mais afetado pelo desequilíbrio emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Quando existe um bloqueio nesse chacra, a pessoa sente depressão, angústia, irritação ou pontadas no peito.

CHACRA UMBILICAL – Localização: cerca de 1cm acima do umbigo;
Correlação Física: ligado ao pâncreas;
Cor: amarelo, verde forte e vermelho.
É responsável pela energização do sistema digestivo. É considerado o chacra das emoções inferiores. Quando está bloqueado, causa enjôo, medo ou irritação. Bem desenvolvido, facilita a percepção das energias ambientais 


CHACRA SEXUAL – Localização: baixo-ventre;
Correlação Física: ligado aos testículos (homem) ou ovários (mulher);
Cor: laranja, roxo ou vermelho (dependendo das circunstâncias).
É o responsável pela energização dos órgãos sexuais. Quando está bloqueado, causa impotência sexual ou desânimo. Quando super-excitado, causa intenso desejo sexual. Bem desenvolvido, estimula o melhor funcionamento dos outros chacras e ajuda no despertar da kundalini. É o chacra da troca sexual e da energia.
    
CHACRA BÁSICO – Localização: base da coluna;
Correlação Física: ligado as Glândulas Supra-Renais;
Cor:vermelho;
É responsável pela absorção da kundalini (energia telúrica) e pelo estímulo direto da energia do corpo e na circulação do sangue.



OBS.: Aqui estão listados os sete principais chacras considerando as suas ligações com as glândulas endócrinas correspondentes. O chacra do baço não está listado entre os sete devido a ser um chacra secundário e também pelo fato de não ter nenhuma glândula endócrina ligada a ele. Porém, como ele é incluído em alguns sistemas de estudos energéticos, seguem abaixo suas características.
CHACRA ESPLÊNICO -  Localização: em cima do baço;
Correlação Física: não possui ligação com nenhuma glândula;
Cor: várias, predominando o rosa, o amarelo e o verde-claro. É responsável pela energização do baço. É considerado um “dínamo do corpo humano”, pois é através dele que penetra uma parte da energia (prana) do ambiente. Bem desenvolvido, favorece a soltura do duplo etérico e, conseqüentemente, o desenvolvimento da mediunidade, bem como a soltura do psicossoma em relação às projeções da consciência. Este chacra não é considerado pelo sistema hindu como um dos sete principais. É um chacra secundário. 

Fonte: Wagner Borges – www.ippb.org.br