domingo, 8 de setembro de 2013

Lacordaire


biografia
Em junho de 1853, quando as mesas girantes e falantes agitavam os salões da Europa, depois de terem assombrado a América, em missiva a Mme. Swetchine, datada de Flavigny, ele escreveu: "Vistes girar e ouvistes falar das mesas? _ Desdenhei vê-las girar, como uma coisa muito simples, mas ouvi e fiz falar.

Elas me disseram coisas muito admiráveis sobre o passado e o presente. Por mais extraordinário que isto seja, é para um cristão que acredita nos Espíritos um fenômeno muito vulgar e muito pobre. Em todos os tempos houve modos mais ou menos bizarros para se comunicar com os Espíritos; apenas outrora se fazia mistério desses processos, como se fazia mistério da química; a justiça por meio de execuções terríveis, enterrava essas estranhas práticas na sombra.

Hoje, graças à liberdade dos cultos e à publicidade universal, o que era um segredo tornou-se uma fórmula popular. Talvez, também, por essa divulgação Deus queira proporcionar o desenvolvimento das forças espirituais ao desenvolvimento das forças materiais, para que o homem não esqueça, em presença das maravilhas da mecânica, que há dois mundos incluídos um no outro: o mundo dos corpos e o mundo dos espíritos."

O missivista era Jean-Baptiste-Henri Lacordaire, nascido em 12 de maio de 1802, numa cidade francesa perto de Dijon.

A despeito de seus pais serem religiosos fervorosos, o jovem Lacordaire permaneceu ateu até que uma profunda experiência religiosa o levou a abraçar a carreira de advogado, na Teologia.

Completando os estudos no Seminário, na qualidade de professor pôde constatar o relativo descaso dos seus estudantes pela religião. No intuito de despertar a afeição pública para a Igreja, como colaborador do jornal L'Avenir, passou a lutar pela liberdade daquela da assistência e proteção do Estado.

Vigário da famosa Catedral de Notre-Dame, em Paris, a força da sua oratória atraía milhares de leigos para o culto.

Em 1839 entrou para a Ordem Dominicana na França, trabalhando pela sua restauração, desde que a Revolução Francesa a tinha largamente subvertido.

Discípulo de Lamennais, preocupou-se em afirmar que a união da liberdade e do Cristianismo seria a única possibilidade de salvação do futuro. Cristianismo, por poder dar à liberdade a sua real dimensão e a liberdade, por poder dar ao Cristianismo os meios de influência necessários para isto. Insistia que o Estado devia cercear seu controle sobre a educação, a imprensa, e trabalho de maneira a permitir ao Cristianismo florescer efetivamente dentro dessas áreas .

Foi Membro da Academia Francesa e o Codificador inseriu artigo a seu respeito na Revista Espírita de fevereiro de 1867, seis anos após a sua desencarnação, que se deu em 21 de novembro de 1861. Nele, reproduz extrato da correspondência que inicia o presente artigo, comentando: "Sua opinião sobre a existência e a manifestação dos Espíritos é categórica. Ora, como ele é tido, geralmente, por todo o mundo, como uma das altas inteligências do século, parece difícil colocá-lo entre os loucos, depois de o haver aplaudido como homem de grande senso e progresso. Pode, pois, ter-se senso comum e crer nos Espíritos."

Em sessão realizada na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas em 18 de janeiro daquele ano, o médium "escrevente habitual" Morin, descreveu a presença do espírito do padre Lacordaire, como "um Espírito de grande reputação terrena, elevado na escala intelectual dos mundos (...) Espírita antes do Espiritismo (...)" e concluiu:

"Ele pede uma coisa, não por orgulho, por um interesse pessoal qualquer, mas no interesse de todos e para o bem da doutrina: a inserção na Revista do que escreveu há treze anos. Diz que se pede tal inserção é por dois motivos: o primeiro porque mostrareis ao mundo, como dizeis, que se pode não ser tolo e crer nos Espíritos. O segundo é que a publicação dessa primeira citação fará descobrir em seus escritos outras passagens que serão assinaladas, como concordes com os princípios do Espiritismo."

Mas ele mesmo, Lacordaire, retornou de Além-Túmulo, para emprestar à obra da Codificação a sua inestimável e talentosa contribuição.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo encontramos 3 mensagens, ditadas no Havre e Constantina, todas datadas do ano de 1863, discorrendo sobre "O bem e mal sofrer" - cap. V, item 18; "O orgulho e a humildade" - cap. VII, item 11 e "Desprendimento dos bens terrenos" - cap. XVI, item 14.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Pe. Sabóia de Medeiros

Pe. Roberto Sabóia de Medeiros nasceu no Rio de Janeiro, em 18 de maio de 1905 e faleceu em São Paulo, em 31 de julho de 1955, no dia de Santo Inácio de Loyola. Coincidência e graça para um grande jesuíta.
Uma vida consagrada a Deus e a seus semelhantes. O Pe. Sabóia ingressou na Companhia de Jesus em 1922. Foi ordenado sacerdote em 1936, em Buenos Aires, Argentina. A partir de 1939 desenvolve seu trabalho em São Paulo. Sua grande preocupação era a questão social, objeto de tantas encíclicas e ensinamentos dos Papas. Junto com o estudo e oração, a ação.
Nesta tarefa empenhou toda a sua alma, todo o seu dinamismo. E as obras, as comissões, os institutos, os centros técnicos e as escolas foram surgindo. Alceu Amoroso Lima define seu trabalho como “uma ponta de lança nas conquistas sociais”. A educação foi outra preocupação sua. Além do aprendizado de disciplinas exatas e técnicas, queria colocar à disposição de seus estudantes de administração e engenharia uma formação ligada aos valores transcendentais do homem.
"Ele não tinha um tostão" disse certa vez um de seus colaboradores. Podemos imaginar o que lhe custou em termos de tempo, paciência, ousadia, insistência, criatividade levantar os recursos para que tudo começasse a funcionar. Na busca de fundos, acabou por estabelecer enorme rede de amigos, empresários, conhecidos e benfeitores, que se convenceram da seriedade de seus propósitos. Os que com ele privaram dão notícia de um homem de temperamento exuberante, extrovertido e até “um pouco espalhafatoso”.
O que não diminuía em nada seu zelo apostólico, sua vida espiritual e atividade intelectual. Foi um grande admirador do Cardeal Newman, figura maior da Igreja da Inglaterra, de quem tinha um retrato sobre a escrivaninha. Foi ardoroso adepto do filósofo francês Maurice Blondel e leitor assíduo de Aldous Huxley. Manteve correspondência com ambos. As absorventes ocupações e os seus empreendimentos não impediram o cultivo da filosofia e teologia. A biblioteca da Ação Social, fundada por ele em 1944, e hoje recolhida na Biblioteca Pe. Aldemar Moreira, no campus de São Bernardo atesta a profundidade e a variedade de suas preocupações, que incluiam também literatura inglesa e a história da União Soviética. O Prof. Dino Bigalli, que ele trouxera da Itália, considerava-o, mais que um fundador de obras, “um pastor de almas”. Não admira que o Dr. Peter Grace, um de seus benfeitores americanos o chamasse “a man in a million”.
O Pe. Sabóia foi grande comunicador, festejado pregador. Manteve programas de rádio e escreveu artigos; não raro, segundo o gosto da época, envolveu-se em debates de grande repercussão. A Ação Social mantinha um Centro Técnico do Trabalho, que ministrava cursos de orientação social para trabalhadores, a Clínica Santo Inácio, para atender pessoas carentes, numa época em que os serviços da Previdência Social ainda não estavam organizados; uma tipografia (que hoje são as Edições Loyola) e editava as revistas “Serviço Social” e “Carta aos Padres”. Mas foi na área da educação que sua memória mantém-se mais viva e inspiradora.
A Escola Superior de Administração de Negócios, a ESAN (1941), a Faculdade de Engenharia Industrial, a FEI (1946) firmaram-se. Até hoje permanece a Escola Técnica São Francisco de Bórgia (1946). O Pe. Sabóia anteviu o desenvolvimento industrial brasileiro. Na década de 40 não existia ainda a figura do engenheiro industrial e a ESAN precedeu, em pelo menos dez anos, os cursos da Fundação Getúlio Vargas.
Idealista, sonhador, profeta. Mas igualmente pioneiro, batalhador, realizador. Para angariar recursos, conquistar benfeitores, empreendeu quatro viagens aos Estados Unidos, uma viagem à Itália e outra à Suécia. Conseguiu aparelhos, máquinas e instrumentos, mas de modo geral as contribuições ficaram aquém das expectativas. Mas em nenhum momento desanimou. Pelo contrário descobriu fórmulas, inventou caminhos, surpreendeu os céticos, enfim superou-se. Sabendo-se muito doente (leucemia), pediu a amigos de confiança que não deixassem perecer suas empresas. A Providência divina ouviu seus rogos. Apareceram muitos continuadores, principalmente o Prof. Joaquim Ferreira Filho e o Pe. Aldemar Moreira, S.J., que cuidaram bem do seu legado. Cuidaram, consolidaram e ampliaram.

Foto - Padre Sabóia de Medeiros

http://www.fei.org.br/PadreSaboiaMedeiros.aspx

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

MANSÃO DO CAMINHO-61anos-1952/2013

http://www.mansaodocaminho.com.br/

“Divaldo Franco e Nilson de Souza Pereira se conheceram em agosto de 1945, quando Divaldo lecionava na Escola de Datilografia N. S. do Carmo, no bairro dos Quinze Mistérios, em Santo Antônio, Salvador, e ali Nilson se matriculou.
Nasceu então uma amizade, uma fraternidade espiritual que, alicerçada e fomentada pelo Espiritismo, duraria para toda a vida. Aliás, para além das atuais encarnaçóes dos dois, com certeza.
Hoje, a Mansão do Caminho é um admirável complexo educacional e assistencial, contando com 50 edificaçôes, fora as construçôes em andamento, distribuídas em ruas, bosques e lago, onde são atendidas três mil crianças e jovens de fa-mílias de baixa renda.
São desenvolvidas diversas atividades socioeducacionais, como: Enxovais, Pré-Natal, Creche, escolas de ensino Pré-Escolar, Básico e Fundamental, Informática, Cerâmica, Panificação, Bordado, Tapeçaria, Reciclagem de Papel, Centro Médico, Laboratório de Análises Clínicas, Atendimento Fraterno, Caravana Auta de Souza, Casa da Cordialidade e Bibliotecas.
Para movimentar toda essa engrenagem, a Diretoria conta com mais de 200 funcionários, além de 400 colaboradores voluntários permanentes.”
 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Heigorina Cunha

BIOGRAFIA DE HEIGORINA CUNHA



Nasci , em 16.4.1923, uma criança normal e, por algum tempo gozei, como qualquer outra, de grande robustez.


Certa manhã, acordei tristonha e abatida. Mamãe dispensou-me todo o cuidado, empregando, desde logo, os recursos necessários para tirar-me daquele estado, quase inesperado de prostração. Contudo, atendendo à harmonia das Leis do Universo, iniciava-se naquele dia, 23.4.1924, um processo de renovação que deveria atingir a mim e a toda a comunidade de apoio terreno de que desfrutava, num desdobramento de lições inesquecíveis e sumamente proveitosas.


É que se iniciava ali, naqueles dias tranquilos do passado, um processo de regeneração que nos chegava através da paralisia infantil.

Desde pequenina, já era uma enamorada do céu, que exercia sobre mim uma atração fora do normal. Durante o dia, acompanhava o passeio das nuvens e a sua metamorfose contínua de formas nas quais procurava descobrir figuras de pessoas e coisas; à tarde, tinha en­contro certo com o pôr-do-sol para extasiar-me no seu espetáculo de cores e, à noite, deixava-me fascinar pelas estrelas distantes sem poder, contudo, decifrar-lhes o significado e a grandeza.


É que, imobilizada pela paralisia, presa a uma cadeira ou à cama, sempre pedia à Mamãe que me pusesse à janela, para que eu pudesse vislumbrar o mundo exterior. E, através daquela abertura iluminada, até hoje, sinto-me presa a contemplação do firmamento.

Nos devaneios que nasciam nessa con­templação sublime, invariavelmente surgiam perguntas: como poderia andar? onde encontrar forças e recursos inabituais para vencer os impedimentos gerados pela enfermidade? como poderia Deus, Nosso Pai, me ajudar mais de perto?


Foi quando, com a vontade de vencer as dificuldades e confiante em Deus, comecei a sentir a presença de Benfeitores Espirituais junto a mim, ganhando a convicção de que, com o auxílio deles, haveria de encontrar solução. Adquiri a certeza de que o pensamento é força criadora e que essa força, pela vontade de Deus, com o apoio dos Amigos Espirituais, poderia dar vida à minha perna paralítica, e poderia andar.


Depois de longos anos de esforços para pôr em prática os exercícios físicos e mentais recomendados pelos Espíritos que me ajudavam, alcancei minha mocidade andando com o apoio de abençoada bengala e agradecendo a bênção da vida ao lado de meus Pais queridos, Ataliba José da Cunha e Eurídice Miltan Cunha (Sinhazinha).


A dedicação e a sensibilidade de Mamãe ajudaram-me a isentar-me de complexos psicológicos que costumam acompanhar os processos de regeneração aos quais muitas criaturas devem se submeter, como eu, nos desdobramentos das lições da vida, e, moça, sentia-me uma pessoa normal, como outra qualquer, com a vida sorrindo ao meu derredor e com a alegria de levar de vencida a paralisia.


Os anos de felicidade juvenil, no entanto, se desfazem a partir do dia 2 de novembro de "1961, quando Mamãe, meu apoio maior, e a verdadeira bengala a sustentar-me na luta, regressa ao Mundo Maior, deixando aos meus cuidados, juntamente com uma irmã solteira, Papai imobilizado na cama já há seis anos, em razão de um acidente. Órfão, como nós, pela partida física daquele coração generoso que nos tutelava a existência, Papai passou a se apoiar em nós, seus filhos, que o cercavam até que, em 1971, também retornasse ao Mundo Maior.


Conto estes lances de minha vida sem qualquer idéia de valorização pessoal, mas para demonstrar aos queridos leitores que a Doutrina Espírita é manancial inesgotável de força criadora e vivificante, no qual poderemos banhar nossa alma para livrar-nos das feridas que costumam abrir-se nos corações desalentados antes os fatos naturais da vida.


Foi em 1962, quase um ano após a partida de Mamãe, em uma tarde amena, quando contemplava, melancólica, o pôr-do-sol, que senti mais nítida a sua presença, e, a partir daí, comecei a penetrar os dois planos da vida com mais frequência.


Mas foi no dia 2 de março de 1979, quando vivi a mais fascinante experiência de minha vida. Vi-me saindo do corpo, conduzida por um Espírito que não pude identificar, seguindo para uma cidade espiritual que depois soube tratar-se da cidade "Nosso Lar", da qual André Luiz, no livro que leva o mesmo nome traça-lhe um perfil magnífico e esclarecedor.


Via a cidade com alguns detalhes, guardando, ao despertar, toda a recordação da experiência daquela noite maravilhosa que se interrompeu, em pleno amanhecer, quando o Espírito que me acompanhava convidou-me a regressar à Terra.


Não podia perder a visão de tão belo acontecimento e, assim, resolvi desenhar, retratando o que me foi possível conhecer naquela rápida visita. Esclareço que não sou desenhista, por isso, os desenhos que elaborei, procurando retratar o que vi, não podem ter pretensão técnica nem bastarem para refletir inteiramente a beleza das formas, gravadas no papel.


Apesar disso, fiz o desenho e guardei-o sem revelar nada a ninguém. Depois de três anos, repetiu-se a experiência, com mais nitidez, e pude ver além do que havia visto, enquanto volitava sobre a cidade, embebendo-me nos detalhes de sua paisagem. O Amigo Espiritual que me conduzia deixou-me num Departamento, na cidade, e foi para outro, atender a tarefas que lhe competiam. Permaneci à sua espera e, algum tempo depois, chamaram-me através de um aparelho de comunicação interna, à feição de telefone, para informar-me que deveria ficar naquela seção, uma vez que não convinha ir-me para onde ele estava, nas Câmaras, onde havia muito sofrimento, prevenindo-me que me buscaria para o regresso.


Acordei com um encaixamento brusco no corpo, sentindo ainda uma espécie de tontura da volitação, mas com a consciência integral de tudo o que havia visto. Dessa viagem, saiu o segundo desunho ou planta baixa da cidade "Nosso Lar" e que corresponde ao Plano Piloto, segundo esclareceu depois Francisco Cândido Xavier (nosso querido Chico).


Devo esclarecer, no entanto, que, embora a forma seja a verdadeira, a cidade não se circunscreve ao número de casas e de quadras indicadas no desenho apenas para efeito ilustrativo, uma vez que se trata de uma cidace de vastas dimensões, que abriga cerca de um milhão de habitantes.


Entusiasmada com o segundo desenho, mostrei-o a algumas pessoas mais íntimas e de minha confiança.

Uma delas foi um primo, que levou a notícia a Francisco Cândido Xavier. O bondoso médium de Uberaba se interessou e pediu-me que lhe levasse os desenhos, e qual não foi a minha surpresa quando me afirmou se tratar da cidade "Nosso Lar", correspondendo-lhe exatamente à forma.


Sob estímulo de seu carinho e compreensão, procurei grafar outros detalhes da cidade. Depositei nas mãos de Francisco Cândido Xavier, que se incumbiu generosamente dos detalhes complementares e do encaminhamento do material para o Instituto de Difusão Espírita, de Araras, que, afinal o editou.


Na oportunidade, devo agradecer a Deus e aos Bons Espíritos pela participação que tive neste trabalho, rogando escusas, inclusive aos leitores, pelas deficiências naturais impostas pelas minhas limitações pessoais.


HEIGORINA CUNHA Sacramento, 4 de fevereiro de 1983.


No dia 11 de agosto desencarnou Heigorina Cunha querida trabalhadora espírita, nascida em Sacramento, MG, em 16 de abril de 1923, sobrinha de Eurípedes Barsanulfo, filha de sua irmã “Sinhazinha”. Através dela surgiram os desenhos que descrevem como são algumas cidades espirituais, inclusive a cidade espiritual “Nosso Lar”. Seus desenhos foram feitos através de suas observações realizadas durante suas saídas do corpo (desdobramento) em março de 1979, conduzidas e orientadas pelo espírito Lucius. São encontrados nos livros “Cidade no Além” e “Imagens do Além”, os dois de sua autoria. Diariamente, Heigorina mantinha uma reunião de preces, pela manhã, em Sacramento.

heigorina

terça-feira, 23 de julho de 2013

Vergílio Zoppi


VIRGILIO


Nascido numa Fazenda de café, a Fazenda do Conde, em Santa Gertrudes, então distrito de Rio Claro, São Paulo, o garoto veio ao mundo no dia 01 de agosto de 1929. Na pia batismal recebeu o nome de Vergílio Zoppi, em homenagem a seu avô materno o Sr. Vergílio Carità. De uma família profundamente religiosa, seus pais o Senhor Nazareno Zoppi já falecido e sua mãe Da. Teresa Carità, também já falecida, procuraram encaminhar o filho primogênito pelos caminhos de Deus.

Cursou o primário em várias escolas rurais e conseguiu tirar o diploma na Escola Heitor Penteado de Americana, São Paulo, para onde finalmente a família havia se transferido. Ali foi coroinha, fez parte da Congregação Mariana e foi sempre acompanhado e orientado por seu primo José Zoppi, um cristão praticante.

Começou cedo a trabalhar em fábrica de tecidos, para ajudar nas despesas da casa. Encantando com a atitude e a presença de dois seminaristas, que vinham passar as férias com a família, sentiu despertar dentro de si o desejo de se tornar sacerdote. O primo José o encorajou e o ajudou na preparação para entrar no seminário. Deixando o emprego, foi para o Seminário Santa Cruz em Rio Claro, São Paulo, aonde chegou no dia 23 de abril de 1944. A Congregação escolhida foi a dos Padres Estigmatinos. Na Escola Apostólica Santa Cruz cursou todo o ginásio. Em 1948 foi para o Seminário Gaspar Bertoni de Ribeirão Preto, São Paulo, onde fez o curso do segundo grau, fez o noviciado, no término do qual fez sua primeira profissão religiosa no dia 16 de fevereiro de 1952. Em seguida no mesmo Seminário cursou filosofia. Em setembro de 1953, com vários companheiros, foi para a Itália e na cidade de Verona fez o curso teológico. O primeiro ano foi feito na Casa dos Estigmas e os três anos restantes foram feitos no novo Seminário de São Leonardo. Foi ordenado sacerdote no dia 29 de junho de 1957, na mesma Catedral de Verona, onde fora ordenado sacerdote e nosso Fundador São Gaspar Bertoni. Após a ordenação fez um curso de pastoral, por um ano e na metade de 1958 retornou ao Brasil e celebrou sua primeira missa para seus pais, irmãos, familiares e amigos na igreja matriz Santo Antônio de Americana, São Paulo.

Na Província Santa Cruz prestou seus serviços pastorais em vários lugares do Estado de São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, Bahia e Paraná. Em 1981 foi transferido para a nova Província São José, onde prestou seus serviços em Ituiutaba, Minas Gerais, Goiânia, Goiás, Brasília, Distrito Federal, Luziânia, Goiás, primeiramente como orientador de nossos estudantes e depois como Vigário paroquial. Atualmente reside na Residência Provincial em Goiânia, Goiás e presta sua colaboração na Paróquia Nossa Senhora das Graças, no Jardim América, como Vigário paroquial e presta sua ajuda na Cúria Provincial, como secretário da mesma

Aos 84 anos, morre o padre Vergílio Zoppi

Zoppi atuava como vigário paroquial em Goiânia; ele celebrou sua primeira missa na Matriz de Santo Antônio de Americana, em 1958

Faleceu nesta segunda-feira (22) pela manhã, em Goiânia, o padre Vergílio Zoppi, aos 84 anos. Ele celebrou sua primeira missa na então Matriz de Santo Antônio, em Americana, no ano de 1958.

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Morreu nesta madrugada o Padre Vergílio Zoppi, figura importante no crescimento de Barra da Estiva. O Padre Vergílio Zoppi chegou na cidade no dia 03 de abril de 1968, acompanhado do Bispo D. Hélio Paschoal e de Nercy Antônio Duarte. Além de assumir a paróquia, o Padre Vergílio foi um dos principais envolvidos na evolução da educação de Barra da Estiva, implantando o magistério, visando a  formação de professores. Ele foi um dos primeiros professores da instituição. O Padre ganhou justas homenagens da cidade, que possui uma rua e um colégio municipal com o seu nome.



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Nascido em Santa Gertudes, Zoppi veio para Americana ainda menino e foi aluno da Escola Heitor Penteado. Ele chegou a trabalhar como tecelão, mas logo sentiu o desejo em se tornar sacerdote. Começou sua vida religiosa em 1944, quando foi para o Seminário Santa Cruz em Rio Claro. Foi ordenado sacerdote no dia 29 de junho de 1957 na Catedral de Verona, na Itália, e voltou para o Brasil um ano depois.

Vergílio Zoppi prestou seus serviços pastorais em vários lugares do Estado de São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, Bahia, Paraná, Goiânia e Goiás. Atualmente ele morava em Goiânia e prestava sua colaboração na Paróquia Nossa Senhora das Graças como vigário paroquial.

O corpo do padre chegará em Americana pela madrugada e o sepultamento está programado para acontecer na terça-feira, às 15h, no Cemitério da Saudade de Americana.

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Menino na nuvem


Sinopse - Menino na nuvem - Vergilio Zoppi

Este opúsculo quer ser uma singela homenagem às pessoas simples e generosas, que dedicam sua vida ao bem do próximo, tentando levar um pouco de luz às mentes e uma chama de amor aos corações. Deseja ainda exautar a figura de uma pessoa bem especial, de um homem sem estudo acadêmico, mas rico de grande sabedoria e perspicácia, que saiba expressar em termos usuais e caseiros nobres sentimentos, ditos gentis e profundos pensamentos.

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Livros:

- Retalhos da Vida Estigmativa, Pe. Vergílio Zoppi

- Os Seroes de Tia Maria, Vergilio Zoppi

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quarta-feira, 17 de abril de 2013

FRANCISCO BISPO SE TRANSFERE PARA A PÁTRIA ESPIRITUAL




Pai extremado, esposo dedicado, amigo em todas as horas, funcionário federal exemplar, cidadão idôneo,  grande trabalhador na área do  movimento espírita da Bahia,exercendo a presidência da Federação Espírita do Estado da Bahia e, por vários anos, a Secretaria da Comissão Regional Nordeste, órgão do Conselho Federativo Nacional - Federação Espírita Brasileira, Francisco Bispo dos Anjos retornou à pátria espiritual, no dia 13 de abril.

A comunidade espírita baiana reconhece na sua figura e seu trabalho o maior exemplo de vivência federativa e unificacionista nos últimos 60 anos de atuação, sendo o principal gestor e articulador da reorganização do movimento federativo logo após o Pacto Áureo tanto na fase da União Social Espírita da Bahia como na organização da atual Federação Espírita do Estado da Bahia. Hábil em superar as divergências e implementar os consensos deixa um precioso legado de paciência, perseverança e amor ao ideal espírita.

Por: Edinólia Peixinho

Fonte: http://cr03.blogspot.com.br/2013/04/francisco-bispo-se-transfere-para.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+ConselhoRegionalEspirita03+(CONSELHO++REGIONAL+ESPIRITA++03)

domingo, 7 de abril de 2013

COMO FOI PSICOGRAFADO O LIVRO MEMÓRIAS DE UM SUICIDA 28/10/2010



Material extraído do livro Pelos Caminhos da Mediunidade Serena. Em agosto de 1975, o extinto periódico carioca Obreiro do Bem, publicou mais uma entrevista de Yvone Pereira. Uma entrevista histórica, em que a pupila de Charles fala sobre os primeiros contatos com o espírito Camilo Castelo Branco. Obreiros do Bem – Todos os espíritas reconhecem memórias de um suicida como uma autêntica obra prima, desses livros que aparecem a cada cem anos. Como se travou seu conhecimento com Camilo Castelo Branco e quais as circunstâncias que cercaram a captação do livro? Yvone Pereira - Creio que meu conhecimento com Camilo seja até de vidas passadas, porque, segundo as referencias que tenho a respeito de meu pretérito, eu residi, ou pelo menos desencarnei, em Lisboa, Portugal, e a primeira vez que o vi, nesta presente existência, contava doze anos, somente, não sabia que fosse ele Camilo Castelo Branco. Vi aquele espírito muito triste, torturado, mas, repito, não sabia que era Camilo. No ano de 1956, depois de ter sido dado a público, Memórias de um Suicida, em novembro de 1955, fui pela primeira vez, a Pedro Leopoldo. Nunca havia conversado com o Chico, do mesmo modo, portanto, que nunca havíamos trocado ideias sobre esse assunto. Estávamos, então, na residência de Chico, onde, na sala, conversávamos com D. Esmeralda Bittencourt, de quem ele era muito amigo, e a qual havia perdido dois filhos, em circunstâncias trágicas. Chico Consolava-a muito. Foi quanto recebeu para d. Esmeralda uma comunicação do filho que havia falecido depois do que escreveu alguma coisa que passou às minhas mãos, dizendo tratar-se de um soneto de Antero de Quental, a mim endereçado. “Diz ele”, continuou o Chico, que, quando se deu o seu suicídio em Lisboa, ele era mocinho e recorda-se muito dos comentários da sociedade, a esse respeito. Aceitei plenamente a comunicação, porque Chico não sabia de nada do que se havia passado comigo,nem mesmo na existência presente. Procurei, então, saber a época em que viveu Antero de Quental: e vim a constatar que foi justamente o tempo de Camilo Castelo Branco. Quanto às circunstancias de captação do livro, não creio haja acontecido de algo especial, propriamente. Apenas um belo dia, em 1926, depois do receituário que desenvolvia no centro espírita de Lavras, senti o braço escrever, vi Camilo, e começaram desde então a surgir os episódios de memórias de um suicida. Acontece que o escritor dava apenas as narrativas, sem nenhum comentário doutrinário. Como fosse muito nova e conhecesse pouco à doutrina,eu passei a achar que talvez se tratasse de mistificação; mas, como gostasse, no fundo, do que por assim dizer surgia no papel, continuei a escrever, diariamente, na instituição já citada, após o receituário abundantíssimo. Só vinte e cinco anos, após, quando eu morava no Rio de Janeiro, tendo os espíritos me orientado no sentido de rever o livro bem como termina-lo, porque ele não estava completo, foi que se apresentou Léon Denis e auxiliou Camilo a elaborar o conteúdo doutrinário existente da obra. Notas: 1- Divaldo P. Franco, em entrevista a mim concedida para a composição do livro Yvone Pereira: uma heroína silenciosa, afirmou que Francisco Candido Xavier, lhe havia contado impressões do espírito André Luiz sobre Memórias de um suicida. Andre Luiz, dizia a Chico, considerava-o o livro dos últimos cinquenta anos e dos próximos cinquenta, ou seja, uma obra que viera marcar um século. 2-Antero T. Quental era originário de Açores, tendo nascido em Ponta Delgada a 18 de abril de 1842, vindo a cometer suicídio 11 de setembro de 1891, também em Açores. Poeta e escritor, invulgar e foi licenciado em direito, tendo deixado textos políticos, poemas líricos-filosoficos, prosas sócio-históricas e outros. A considerar o que o texto afirma o suicídio de Yvone, em Lisboa, teria acontecido entre os anos de 1854 a 1867, considerando uma margem de erro razoável, em relação à mocidade aludida por Antero. Fonte: Pelos caminhos da Mediunidade Serena/ Yvone do Amaral Pereira – 1ª Ed., 1ª reimp. – São Paulo, SP: Lachâtre, 2007, pag.35-36. Imagem: Google.emagrecer sem mistério