quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Aristóteles Damasceno Peixinho



O nobre Aristóteles Damasceno Peixinho, nasceu no município de Uauá em 01 de Novembro de 1920 de família humilde, homem simples sentia presença dos espíritos desde os 06 anos de idade. Quando seu irmão Jaime que desencarnou muito jovem devido uma doença da época, apareceu no seu velório, a criança Aristóteles o viu e disse: “Mãe não chore Jaime esta vivo”. Em 1946 já morando em Serrinha - Bahia, com 26 anos começa o seu mandato mediúnico, convidado pelas entidades superiores:
- Irmão Estrela, um espírito asteca
- Marco Antonio, Um Romano
- Vilas Boas, um português
Esses espíritos manifestaram através do jovem médium Lourival da Silva Lima para dizerem ao jovem Aristóteles a sua missão de restaurar a bandeira da imortalidade no sertão da Bahia, a partir dai surgi o CENTRO ESPÍRITA DEUS CRISTO E CARIDADE como marco inicial do espiritismo no sertão, logo depois começa a inauguração de centros espíritas em varias cidades: Conceição do Coité, Valente, Santa Luz, Queimadas, Araci, Teofilandia, Tucano e outras. Portador de várias qualidades medianímicas: Vidência, Clarividência, Efeitos Físicos, sempre viveu para servir, um dia foi procurado em sua casa por uma família que sofria com uma mulher louca que vivia amarrada, e ele disse: “Pode solta-la”, e Marco Antonio manifestou e retirou a entidade que provocava a loucura e a mulher saiu curada. Hoje com 87 anos continua intimorato nos serviços fiel a Jesus e Kardec.




Marco Antônio

Eu vejo Deus no imenso mar profundo
Na natureza a obra de harmonia
Eu vejo Deus no roto vagabundo
Nos estertores das últimas agonia
Eu vejo Deus nas estrelas serenatas
E o pleninúndio iluminando a multidão
Eu vejo Deus no romper da alvorada
Quando o galo canta a sua canção"
Marco Antônio


Aristóteles Damasceno Peixinho
Primeiro de novembro de 1920!Nas terras do Uauá, em pleno sertão baiano castigado pela seca e pela escassez de recursos, nasce Aristóteles Damasceno Peixinho, filho de Belarmino da Silva Peixinho e Adelaide Damasceno Peixinho. De tez morena, olhar penetrante, cabelos pretos, testa larga, mais parecia um Tibetano naquele rincão sertanejo. Aos seis anos de idade, a mediunidade desponta com a vidência e a audiência, o que, naquela época, constituía um fato singular. Cresce, em contato com os Espíritos, aprendendo, desde cedo, a lidar com esse “mundo” de seres incorpóreos, com toda a sua complexidade. Por forças das circunstâncias, e por que não dizer: providenciais, a família transfere-se para Serrinha, Bahia. O nosso biografado, com 23 anos de idade, agora respirando outros ares, toma conhecimento de um movimento incipiente que alguns interessados lideram. Eram os primeiros fenômenos mediúnicos que ali surgiam, acordando a comunidade serrinhense para o Espiritismo. Portador de uma mediunidade ostensiva, ingressa nesse movimento e, junto de outros, funda o Centro Espírita Deus, Cristo e Caridade, sob a égide dos Espíritos Irmão Estrela, Vilas Boas e Marco Antônio, que orientam as bases legais e ensinam como dirigir a instituição nascente. A partir daí, entrega a sua vida, numa dedicação exclusiva, à Causa Espírita, buscando, sabiamente, conciliar as responsabilidades da família constituída com as da sua crença. As lutas enfrentadas para a instauração do Espiritismo numa comunidade eminentemente católica, eram imensas! Todavia, seu poder de liderança, sua figura carismática e a mediunidade a serviço do bem foram ferramentas por ele utilizadas para a implantação das ideias espíritas, difundido as sementes do Evangelho de Jesus no coração do povo serrinhense. Junto a uma equipe de colaboradores, transformou o Centro Espírita Deus, Cristo e Caridade em um polo estruturante que ampliou sua ação para as regiões circunvizinhas, vindo a fundar 13 Instituições Espíritas, fruto da sua perseverança e determinação. A partir de um encontro, pela vidência, com o Espírito Madre Teresa de Calcutá, que o convida a vivenciar toda a teoria espírita apreendida, desenvolve um trabalho de assistência social, voltado para a promoção do homem, onde famílias numerosas foram agraciadas por recursos materiais, na construção e reformas de casas para a população de baixa renda. Ao lado da confreira Oliva A. Mendonça, já desencarnada, funda a Associação Mansão Marco Antônio, de amparo à velhice, obra que se mantém de pé com outros continuadores, incansáveis trabalhadores do bem. Foram seis décadas de trabalhos ininterruptos, desde sua dedicação nas câmaras mediúnicas como ser interexistencial, até o seu labor diário, contribuindo para o bem-estar coletivo, numa entrega total e esquecimento de si mesmo. Os que tiveram a graça de com ele partilhar as experiências numinosas levarão consigo, como marcas indeléveis, a certeza da imortalidade e a segurança nos princípios doutrinários, tocados que foram pelas clarinadas do Evangelho de Jesus. Como resumir em poucas linhas uma vida dedicada ao bem coletivo que, aos noventa anos, volta à Pátria Espiritual como cidadão do infinito, deixando impregnado nas almas o doce aroma do seu exemplo? A Aristóteles, o nosso preito de profunda gratidão por sua presença entre nós! Pelas experiências compartilhadas, pelas lágrimas secadas, pela consolação prodigalizada. Parafraseando Winston Churchill, afirmamos: “Nunca Tantos deveram tanto a tão poucos!”

(Margarida Moura Cardoso e Silva Souza, diretora-presidente do Centro Espírita Deus, Cristo e Caridade, de Serrinha-BA


NOTA DE FALECIMENTO

Amigos,
Comunicamos que retornou ao plano espiritual o irmão Aristóteles Peixinho, carinhosamente chamado de Tio Peixe (Pai de André Luiz Peixinho). O sepultamento ocorreu hoje, 13/01/11 em Serrinha-BA.
Rogamos a Jesus que ampare esse missionário da Doutrina Espírita do sertão baiano e que nossas vibrações e orações o auxilie.
Conselho Federativo