sexta-feira, 10 de abril de 2015
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Elísio da Rocha Dórea
Conhecido na seara da caridade como Dórea, cognominado “o Apóstolo anônimo da Caridade” pelo nosso querido Élzio Ferreira, nasceu na cidade de Cachoeira no Estado da Bahia, em 14 de Junho de 1914. Teve seus primeiros contatos com a Doutrina dos Espíritos em torno de 1947, quando da freqüência às reuniões dirigidas pelo confrade Guaraci de Carvalho Lima e esposa, mais tarde filiando-se ao Centro Espírita Obreiros do Bem.
Espírito franco e dedicado profundamente ao serviço filantrópico, auxiliando diretamente ao “pobre”, ao desfavorecido socialmente, fundou o Lar dos Velhinhos em Alagoinhas, o Lar do Irmão Velho em Feira de Santana, o Centro Espírita Irmão Salustiano em Ribeiro do Pombal, bem como o nosso Grupo da Fraternidade Leopoldo Machado; além de implantar a Campanha do Quilo em todas as cidades onde residiu.
Espírita convicto, defensor e praticante do Esperanto, da macrobiótica, e da meditação, Dórea é a representação viva do destemor pelo amor profundo em Deus. Suas obras foram e serão sempre lembradas pelo lema da Fraternidade entre as criaturas, pela ação corajosa e permanente demonstração da fé em seus atos
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Filó Prates
Filó Prates
Alfredo Prates Filho nasceu no dia 6 de agosto de 1908, na fazenda Bem Querer, de propriedade de seu pai, onde hoje se localiza um conjunto residencial com o mesmo nome. Filho de Alfredo Prates, fazendeiro e delegado de Conquista, e de Dona Joana Fernandes de Oliveira Prates, de tradicional família conquistense. Apesar de ter nascido na fazenda, seus pai moravam numa casa localizada na Rua do Espinheiro, hoje Rua Francisco Santos. Era o 11º dos doze filhos do casal. Aos seis anos, seu, buscando melhores condições de vida para sustentar a família numerosa, vendeu as duas fazendas de que era dono, a Fazenda Bem Querer e a Fazenda do Periquito (localizada na região da Serra do Marçal, entre Conquista e Itambé) e resolveu se instalar na cidade de Encruzilhada (BA), onde pretendia abrir um comércio no ramo de tecidos.
Adulto, Filó participou ativamente dos movimentos culturais existentes em Conquista, inclusive do Grêmio Lítero-Dramático Castro Alves. Casou-se com Maria Madalena e com esta permaneceu unido até o falecimento dela em 30 de outubro de 1994. Tiveram 12 filhos. Conheceu a doutrina espírita por meio do pai e do irmão Alziro Prates. Filó Prates, como era conhecido, foi um dos fundadores da União Espírita de Vitória da Conquista em 1951, instituição da qual era o atual presidente de honra, e da Semana Espírita de Vitória da Conquista em 1953. Antes disso, foi fundador do Centro Espírita Humberto de Campos em 1939, instituição mais antiga de Vitória da Conquista em funcionamento. Faleceu no dia 8 de junho de 2009, com mais de 100 anos de idade.
Personalidades do meio espírita de Vitória da Conquista - BA
ALFREDO PRATES FILHO

“...Em respeito à grande contribuição pelo querido irmão ao espiritismo em nossa cidade, como por exemplo: a fundação do Centro espírita Humberto de Campos em 1939, o Grupo Espírita Filhos de Maria em 1947, da UEVC em 1951 e da Semana Espírita de Vitória da Conquista em 1953, o seu nome foi indicado e aceito por unanimidade pela Assembléia para ser o primeiro ocupante do referido cargo. O senhor, que já foi até apedrejado no passado de intolerância, manteve acesa a chama e ajudou a consolidar a doutrina espírita em nossa terra”.
Desencranou no dia.... em Vitória da Conquista.
ALOYSIO PEREIRA DA SILVA

ANÍSIO DE BRITO NEVES
Fundador do Lar da Criança Meimei no dia 21 de agosto de 1984 e o primeiro presidente dessa instituição. Criador do Clube do Livro Espírita e da Escola de Datilografia Gildete Viana de Andrade e, foi pelos esforços de Anísio que a UEVC tornou-se entidade de Utilidade Pública Federal.
ARIOSVALDO SOUTO DE OLIVEIRA – CABOCLINHO
Nasceu no dia 11 de maio de 1932 em Vitória da Conquista. Filho de Maximiano Ferreira de Oliveira e de Maria santos Muniz, foi o primeiro de uma família de treze filhos. De família pobre, ficou órfão de pai muito cedo e, como filho mais velho, logo se tornou arrimo da família trabalhando inicialmente como alfaiate. Criança traquina, a mediunidade de vidência se manifestou muito cedo e, constantemente, relatava quadros que só ele via. De família inicialmente católica, começou a sofrer uma perseguição tenaz que ele dizia ser do espírito de uma mulher que morou aqui mesmo em Conquista. Os ataques da obsessora eram tão freqüentes que ele passou por sérias perturbações que deixava toda família preocupada. Certa feita, já na idade adulta, foi surpreendido pelos irmãos dentro do próprio quarto tentando se matar com uma toalha que amarrara no pescoço. Até uma carta de despedida havia deixado para os familiares dizendo não estar suportando mais tanta perseguição. Diante do quadro obsessivo, a família e os amigos realizaram uma vigilância constante, inclusive, levá-lo e buscá-lo do trabalho.
Buscou ajuda com uma espírita conhecida como “Maria espírita” que possuía um centro de reuniões mediúnicas privadas próximo a rua Dois de Julho. Lá a entidade foi doutrinada e Caboclinho, aos poucos, encontrou a melhora. Conhecera a doutrina espírita desde cedo e, por meio do Sr. Gildete Viana, foi levado ao Humberto de Campos onde se entregou de corpo e alma ao trabalho de servir, loa permanecendo por 15 anos. Geralmente chegava ao centro às seis da manha, saía para almoçar e jantar e era o último a sair da casa espírita.
Não se casou, mas adotou três crianças: Rita de Cássia (desencarnada), Nádia Aparecida Menezes de Oliveira e Maria José Souto de Oliveira. Apesar de ser espírita MORRIA DE MEDO DE MORRER e, geralmente, cochilava durante todas as sessões. Amigos diziam que, dormindo, com o espírito mais liberto, ele servia ainda maios aos trabalhos.
Desencarnou no dia 17 de abril de 1992, numa sexta feira da paixão. As homenagens que lhe são prestadas são muitas e, de tanto ouvir falar em caboclinho, membros da caravana espírita do Estado de Rondônia que aqui comparecem para prestigiar a Semana espírita, acabaram por construir um albergue na cidade de Pimenta Bueno (Rondônia) que tem o nome de Ariosvaldo Souto de Oliveira. Uma curiosidade é que, alguns mendigos que buscam ajuda nessa casa, contam que são abordados nas ruas por um home que, fisicamente, se assemelha a Caboclinho.
Se existisse o título de IRMÃ DULCE CONQUISTE4NSE, certamente caboclinho o receberia por unanimidade.
DALVA FLORES

Começou a trabalhar desde cedo como auxiliar de enfermagem e, de gênio forte dizia: ”é para custear minhas próprias despesas sem ter que pedia nada a ninguém!”. Casou-se aos 23 anos com Ludovico Costa Neto e a família só veio saber do casamento no momento em que este se realizava. Teve quatro filhos: Paulo, Marcos, Lucas e Maria Olivia Ludovico Flores Costa.
Adepta da doutrina espírita, Dona Dalva passou a freqüentar o CEHC e lá participava de todas as campanhas filantrópicas. Dedicou 45 anos da vida ao Albergue Nosso Lar atuando sempre como diretora da instituição. Percorria o comércio de Conquista em busca de donativos para a manutenção dos “velhinhos”.
Dalva Flores fez do “abrigo dos velhinhos” como ela costumava chamar, a razão da sua vida. Muitas vezes, chegou a abdicar do convívio com a própria família para atender às necessidades dos idosos. “O abrigo é minha razão de vida já que meus filhos estão criados” dizia Dona Dalva.
Desencarnou no dia 20 de dezembro de 2005 aos 76 anos de idade.
JOSÉ OLIVEIRA LIMA
Nasceu no dia 14 de junho de 1927 na cidade de Mundo Nono Estado da Bahia. Atuou principalmente em órgãos públicos estaduais e federais ligados ao agronegócio, onde era sempre destacado para reverter às situações criticas, sendo um funcionário de destaque do Banco do Brasil. Onde se encontrava para desempenhar serviços para inúmeras empresas, ao detectar as carências sociais, não cruzava os braços. Aproveitava a oportunidade e fazia brotar a caridade. Entre tantos feitos destacam-se: organizou uma campanha de alimentos para tuberculosos do Vale Jaguaribe; Criou a Sopa do Irmão para atender internos dos presídios e famílias carentes; Instalou uma escola primária com 37 alunos; Instalou uma escola para alfabetização de adultos; Instalou um ambulatório médico/dentário com atendimento gratuito para pessoas carentes; Durante as visitas a zona rural, orientava as famílias da necessidade de construção de banheiros; Construiu o Centro espírita Irmã Sheila (Amargosa) dentre outras ações a serviço do bem.
Chegou a Vitória da Conquista em 1972 quando assumiu o cargo de Gerente do Banco do Brasil. O “OQUE DO TIO LIMA” fez o município prosperar! Indústria, comércio e agropecuária deram um salto em qualidade e quantidade. O ex-prefeito Hélio Ribeiro, chegou a afirmar que “a história de Vitória da Conquista está dividida em duas fases: antes e depois de Lima”. No meio espírita, proferiu centenas de palestras e foi o fundador do Jornal Oásis.
Desencarnou no dia 08 de novembro de 1987, devido a problemas no pâncreas.
LUIZ BARRETO VIEIRA
Curioso para conhecer o fenômeno, convidou os amigos Filó, Alziro Prates, Irênio Santos e Maria Vitória Prates para irem com ele até Governador Valadares. E a comitiva seguiu caminho.
Chegando ao destino proposto, surgiu um pequeno problema: havia algumas recomendações da direção da casa para os freqüentadores. Uma delas, que não era permitido na reunião pessoas que tivessem ingerido carne no dia dos trabalhos de materialização. Do grupo, apenas Luiz Barreto não havia ingerido a proteína animal. Todos ficaram do lado de fora e só ele entrou.
Ao sair da reunião Barreto não mentiu! Como a espiritualidade não se encontra a nossa disposição, não havia acontecido o fenômeno de materialização, mas durante os trabalhos, algumas palmas vindas não se sabem de onde, se fizeram ouvir em todo o ambiente.
Retornava o grupo a Conquista quando, em um restaurante de beira de estrada, Barreto pediu a Filó que ele cedesse uns 10 minutos em uma reunião no Grupo Filhos de Maria, para que ele pudesse contar o que havia acontecido na sessão de materialização. O pedido foi atendido.
Foi a primeira palestra de outras centenas que aconteceriam na vida desse novo e ativo espírita que esteve à frente de inúmeras conquistas. No dia 15 de março de 1969, na assembléia geral da UEVC, Filó Prates era empossado presidente. Na oportunidade, o amigo Luiz Barreto Vieira, esposa e filhos, se despediam de todos rumo à cidade de Salvador.
SAUL QUADROS

Casou-se com Maria Luiza Martins na cidade de Castro Alves no dia 16 e janeiro de 1941 com quem teve três filhos: Saul, Nelson e Ruy Quadros. Na forma de educá-los, dizia sempre que primeiro o pai tinha que ser amigo dos filhos, para só depois exercer o papel de pai.
Em 1949 mudou-se com a família para Conquista onde se dedicou de corpo e alma a doutrina espírita, sendo um dos palestrantes mais solicitados em todo o meio. Quando se tratava de questões referentes ao Livro dos Espíritos, era capaz, não apenas de responder fielmente às perguntas, como também dizer o número e a página onde estava a questão.
Escreveu cinco livros pela orientação do espírito “Irmão Raimundo” intitulados: Mensagens de Paz, Mensagens de Amor, Mensagens de Luz, amor e Sabedoria, Visão Cristã e o último Compilações.
Fazia questão de, desde moço usar sempre roupas brancas. Dizia ele que a cor branca era a cor da paz! Fundou em Conquista a casa de repouso Francisco de Assís que funcionou durante 14 anos como um verdadeiro centro de desobsessão. Um detalhe: não havia dia específico para o atendimento! Era a necessidade do paciente que fazia o trabalho acontecer.
Desencarnou no dia 24 de março de 2007.
OBS: SOLICITO À TODOS OS QUE TIVEREM ACESSO A ESTA PÁGINA QUE ENVIEM PARA O EMAIL plautoceu@bol.com.br informações sobre outros importantes trabalhadores da doutrina, encarnados ou desencarnados. Se possível, acompanhado de foto do referido homenageado.
fonte:
http://espiritismoconquista.blogspot.com.br/p/alfredo-prates-filho.html
Carlos Guimarães

“Em 1959, um grupo de amigos reunia-se para estudar a Doutrina Espírita, em casa do Sr. Florentino Mendes de Andrade. Neste mesmo ano, uma comunicação do Espírito Antônio Cruz, exortou o grupo a providenciar uma sede própria, ampla, que atendesse às necessidades atuais das suas atividades, tarefa que ficou a cargo do Sr. Carlos de Oliveira Guimarães.
Fundado em 03/10/1959, constituíram a sua primeira diretoria, os irmãos: Presidente-Florentino Mendes de Andrade; Secretário – Carlos de Oliveira Guimarães (trabalhador incansável que está até hoje conosco); e o Consultor Jurídico – Dr. João Gustavo dos Santos.
fonte:
http://www.ceantoniocruz.com.br/
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
CARLOS BERNARDO LOUREIRO DE SOUZA
CARLOS BERNARDO LOUREIRO DE SOUZA
O PESQUISADOR ESPÍRITA BRASILEIRO
(1942-2006)
CARLOS BERNARDO LOUREIRO
1942-2006
Filho de Antônio Loureiro de Souza e Elza Cajazeira Loureiro de Souza, Carlos Ber-nardo Loureiro de Souza era figura das mais conhecidas no meio espírita, principalmente por sua dedicação à pesquisa da fenomenologia espírita.
Aprofundou ainda mais os seus estudos no campo a partir de 1986, no Círculo de Pesquisas Ambroise Parré, em Salvador, cidade onde nasceu em 16 de abril de 1942.
Publicou, por diferentes editoras, mais de 15 obras, dentre as quais: "Das profecias à premonição", "Dos raps à comunicação instrumental", "Espiritismo & magnetismo - de Paracelso à psicotrônica", "Obsessão e seus mistérios", "Perispírito - natureza, funções e propriedades", "As mulheres médiuns" e "Visão espírita do sono e dos sonhos".
Teve artigos publicados em jornais espíritas do Brasil e do exterior, mas uma de su-as mais conhecidas contribuições à divulgação do Espiritismo está materializada no Tea-tro Espírita Leopoldo Machado (www.telma.org.br), o primeiro centro/teatro espírita do Brasil, sediado naquela capital e com capacidade para 700 pessoas, onde, além de peças teatrais, são realizadas palestras doutrinárias.
Possuía um currículo profissional extenso. Formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia, em 1973 participou da elaboração, em Brasília, do Código de Direito do Trabalho, sob a responsabilidade da Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados.
Exerceu por longo tempo a advocacia e ocupou o cargo de assessor jurídico da Fe-deração das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), onde trabalhou por 32 anos. Tam-bém lecionou Ética na Escola Superior de Advocacia da OAB/BA.
Na década de 70 passou a se dedicar ao jornalismo espírita, onde fundou periódicos como: Impacto, O Samaritano, Gazeta Espírita e Dimensões. Foi articulista, também, de diversos jornais espíritas do Brasil e Exterior.
Intelectual dos mais notáveis e representativos no meio espírita, dedicou mais de 40 anos às pesquisas, ao estudo incessante e a divulgação, preocupando-se em manter a Pu-reza Doutrinária do Espiritismo, tendo muitas vezes travado memoráveis polêmicas com detratores da Doutrina; sempre com veracidade e argumentações claras.
Procurou combater as interpretações e traduções deturpadas das obras de Kardec, inclusive aquelas que surgiram no seio do Movimento Espírita Brasileiro, sempre enfati-zando a importância de estudar também as obras complementares de acurado conteúdo científico e filosófico do Espiritismo; especialmente as de Ernesto Bozzano, Gustavo Ge-ley, Gabriel Delanne, Alexander Aksakof, Camille Flammarion e outros eminentes pes-quisadores.
Idealizou e apresentou programas como: Conversando Sobre Espiritismo (veiculado na Rádio Clube AM, na década de 80) e Encontro com a Cultura Espírita (sendo este programa a sua última tribuna), exibido aos sábados pela TV Aratu (canal 4), alcançan-do sempre altos índices de audiência.
Dedicou 40 anos às pesquisas sobre a Obsessão e os trâmites do tratamento moral da desobsessão, tendo buscado ensinamentos com grandes espíritas como Aurelino Mota de Carvalho, Abel Mendonça e Josué Arapiraca, desenvolvendo a partir daí um método diferenciado no tratamento.
Incansável pesquisador da fenomenologia espírita, aprofundou os seus estudos de campo a partir de 1986, no Círculo de Pesquisas Ambroise Parré (Espírito que coorde-nou os seus trabalhos de pesquisa), quando conseguiu obter a materialização plena de espíritos e tantos outros fenômenos. Trabalhou com vários médiuns, entre os quais José Alberto Medrado, com o qual obteve a Materialização do Espírito “Noiva”, na década de 80.
Publicou por diferentes editoras mais de 23 obras, enriquecendo o acervo bibliográ-fico dando sua contribuição a Doutrina Espírita.
Possui, também, diversas monografias e artigos publicados (dando aos temas pro-fundidade e sempre apoiado em bases doutrinárias fortes), que estão disponíveis no Site (http://telmaorg.spaceblog.com.br/) ou na Livraria Espírita Alfredo Miguel.
Era divorciado de Lúcia Maria Farias, com quem teve dois filhos - Sandra Maria e Marcelo Adriano Farias Loureiro de Souza -, e ao desencarnar tinha como companheira Lívia Maria Borges de Almeida.
Carlos Bernardo Loureiro desencarnou no dia 10 de agosto de 2006, vítima de hepa-tite. O sepultamento do seu corpo ocorreu no dia 11, no Cemitério Jardim da Saudade, bairro de Brotas, em Salvador.
Esta biografia foi complementada por informações recebidas de colaboradores inte-ressados na informação mais detalhada.
CITAÇÕES SOBRE O CONFRADE CARLOS BERNARDO
Posso afirmar, com absoluta certeza, que Carlos Bernardo foi o maior historiador e pesquisador do Espiritismo, que conheci. Advogado, escritor, fundou a TELMA – Teatro Espírita Leopoldo Machado, no qual aplicou seus conhecimentos práticos de Espiritismo, beneficiando milhares de pessoas com tratamentos de desobsessão. Muito querido e admirado pelo seu estilo critico, objetivo e assertivo em se colocar.
Conhecia o Espiritismo como poucos, escrevendo livros e artigos, além de proferir inúmeras palestras sobre temas espíritas. Era um entusiasta, médium e esclarecedor de espíritos, e se dedicava integralmente ao Espiritismo. Foi professor e, por muitos anos trabalhou em assessoria jurídica, se destacando em tudo que fazia. Lembro de seu jeito tranqüilo de demonstrar conhecimentos, surpreendendo com informações históricas e documentos autênticos a respeito de tudo que fosse mediúnico.
É dele o robusto trabalho “Os Investigadores da Alma e do Espírito – Cinco Séculos de Pesquisas”. Seu nome ficará na galeria dos maiores vultos da ciência espírita. Meus respeitos a Carlos Bernardo Loureiro.
Adenáuer Novaes
Fontes: Instituto Allan Kardec de Estudos Espíritas
domingo, 5 de outubro de 2014
NOÉLIA RODRIGUES DUARTE
BIOGRAFIA DE NOÉLIA RODRIGUES DUARTE
Aqui, um parênteses, para falar do seu grande amor, Heliano, com quem começou a namorar aos 15 anos. Casaram-se em 22 de dezembro de 1948, quando ela tinha 20 anos. Aos filhos gerados, Márcia, Heliano Marcos e João Marcos, acrescentaram a filha adotiva, Elisabete Cristina e mais os filhos de criação, Cristina – já falecida – José e Roque. As bodas de ouro foram celebradas em grande estilo, na Casa da Fraternidade. Todos conhecem a história desse amor, contada em prosa e verso para todos, sempre que uma oportunidade se lhe apresentava.
Casada, com filhos, um dia, em casa cuidando dos seus afazeres, o Dr. Bezerra de Menezes – seu pai espiritual – apareceu-lhe e disse que ela iria fundar um centro espírita, inclusive indicou o local onde seria construído, no bairro de Brotas. Com a ajuda do marido e de amigos devotados construiria a Casa de Oração Bezerra de Menezes. Isso se deu, nos idos de 1968.
O tempo foi passando, muitas coisas foram acontecendo. Coisas boas, coisas más, como é normal no decorrer da vida. Entre elas, aconteceu que D. Noélia adoeceu gravemente. Recuperou-se e, convalescendo, em agosto de 1987, na casa dos amigos-irmãos Ivanise e Ismael, estando a ler o livro Além da Morte, teve a percepção de construir um outro centro. Por vários dias a mesma intuição: Prepare-se para fazer um Centro na Boca do Rio. Largava o livro, fechava os olhos e dizia: Oh, Meu Deus! Nova tarefa? E completava: Mas, se for pela Sua vontade e com a ajuda dos Amigos Bondosos, eu farei.
E os amigos não faltaram. Tanto os amigos bondosos espirituais quanto os inumeráveis amigos feitos durante a sua trajetória espírita, cuja marca era a disponibilidade para atender a todos aqueles que a procuravam em busca de ajuda, de orientação, de uma palavra de conforto, de esperança. Comprado o terreno, deu-se início a construção do centro com recursos angariados através de doações, realizações de muitos eventos como, jantar, almoço, bazar, festas juninas e outros. A construção se seguindo, paredes sendo levantadas mas, não havia ainda um nome escolhido. Que nome dar a este centro, fruto de desígnios mais altos? Foi feita, então, uma relação dos nomes sugeridos por todos os companheiros-irmãos, procedeu-se a um sorteio e, coincidentemente, o nome contemplado foi Casa da Fraternidade que era o de preferência de D. Noélia.
Em 28 de setembro de 1987 foi fundada a Casa da Fraternidade que funcionou por 1 ano e 10 meses na casa de D. Noélia, no Jardim Imperial, bairro da Boca do Rio, enquanto ia se construindo a nova Casa. Só no ano de 1989 é que começou a funcionar nas novas instalações, tendo como primeiro evento, doutrinárias, depois uma mediúnica aos sábados à tarde, atividades que foram se ampliando e sendo acrescidas de atendimento fraterno, cursos, passes. Em 1995 teve início o trabalho de Atendimento Espiritual à Saúde – Irmão Velhinho, sob a coordenação de D. Noélia.
Ainda no Jardim Imperial, foi iniciado o trabalho de assistência social com os moradores do Alto do São João. Quinzenalmente, um grupo de evangelizadoras se reuniam na casa de D. Noélia, faziam a prece e depois se dirigiam à comunidade. Algumas evangelizadoras trabalhavam com as crianças e outras, com as mães. No final de cada trabalho distribuíam mingau e pão e, quando recebiam doações, distribuíam, também, roupas, sapatos, brinquedos, utensílios, alimentos.
No ano de 1990 este trabalho de assistência com a comunidade começou a ser feito na Casa, semanalmente. Aos poucos foi se ampliando, aumentando o número de mães assistidas, instituído o farnel mensal, enxoval para recém-nascidos. No dia 22 de outubro de 1992, foi feita a primeira sopa na Casa. Este trabalho de assistência social com atendimento às mães e a evangelização de jovens e crianças continua sendo feito, acrescido de atendimento médico a idosos carentes da comunidade.
Aquela doença que acometeu D. Noélia nos idos de 1987 deixou seqüelas. A sua saúde era bastante frágil, mas nunca foi impedimento para continuar a sua tarefa, a missão que a Espiritualidade Maior havia lhe concedido. Presidente da Casa da Fraternidade, enquanto pôde esteve à frente das inúmeras atividades, atenta a tudo e a todos. Personalidade forte, decidida, sabia como ninguém comandar e se fazer obedecida. Claro que a alguns ela contrariou, era natural. Não se agrada a todos. Era amável, educada, alegre, compreensiva. Amorosa, bondosa, solidária.
Numa manhã de uma quarta-feira – 13 de julho de 2005 – serenamente, retornou ao Pai. Partiu e deixou muitas saudades. Acreditamos que foi recebida pelo muito amado Dr. Bezerra de Menezes, que deve ter-lhe dito: “Sede benvinda, filha da minh’alma!”
E nós dizemos: Fique em paz, D. Noélia. Siga a sua trajetória com a certeza de que os trabalhadores da sua Casa da Fraternidade, continuarão sustentando a sua bandeira de amor, trabalho, harmonia e perfeita convivência.
Este foi o compromisso assumido. A melhor forma de demonstrar o quanto esta personalidade impar foi, e continuará sendo, importante para todos aqueles que laboram na Casa da Fraternidade.
Salvador, 30 de julho de 2005
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