quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

NILSON DE SOUZA PEREIRA

biografia

No dia 21 de novembro de 2013, às 4h40min, na cidade de Salvador, Bahia, retornou a pátria espiritual NILSON DE SOUZA PEREIRA, incansável trabalhador da seara espírita, com inúmeras tarefas no bem. Sempre pensou no bem-estar das suas crianças, milhares que passaram pela Mansão do Caminho, obra assistencial fundada por ele e por Divaldo Pereira Franco.
De origem humilde, nasceu em 26 de outubro de 1924, no subúrbio ferroviário de Plataforma, em Salvador, sendo seus pais José Leocádio Pereira e Marieta de Souza Pereira. Foi bancário, telegrafista da Marinha e funcionário dos Correios e Telégrafos, onde se aposentou.
Sempre sereno, seguro, com um sorriso amigo para quem dele se aproximasse, granjeou amigos em todos os lugares. Tratava as pessoas com carinho imenso, deixando um rastro de amizade e tranquilidade por onde passava. Sempre tinha uma palavra amiga, uma observação carinhosa, um olhar terno.
Nilson e Divaldo, sob inspiração da mentora Joanna de Ângelis, fundaram inicialmente o Centro Espírita Caminho da Redenção, no dia  7 de setembro de 1947 e em 15 de agosto de 1952 a Mansão do Caminho, que teve o seu primeiro endereço na Rua Barão do Cotegipe,  124 no Bairro Calçada - Salvador. E, em 1955, os dois Trabalhadores do Bem, com a ajuda de muitos amigos (encarnados e desencarnados), compraram o terreno de 78.000m², no Bairro Pau da Lima - Salvador, onde está instalada essa grande obra de amor ao próximo, de fraternidade e de caridade aos que passam por situações adversas, e que ali encontram a esperança e a oportunidade de uma existência digna e feliz.
Tio Nilson, como era carinhosamente chamado, era um administrador nato que ajudou a erguer a Mansão do Caminho. Divaldo Franco na sua tarefa evangelizadora, viajando pelo Brasil e pelo Mundo e Nilson de Souza Pereira, na retaguarda, dando o apoio ao amigo inseparável na obra que os dois criaram.
Sempre trabalhador, após a sua aposentadoria, dedicou-se exclusivamente à Mansão do Caminho e ao Centro Espírita Caminho da Redenção, onde era encontrado  em atividade constante. Fosse na gráfica ou na coordenação de trabalhos no Centro Espírita, sempre com muita alegria e um sorriso amigo.
Nas reuniões mediúnicas, no trabalho de diálogo com os Espíritos que se comunicavam,  sua voz terna e cheia de amor os encaminhava para os mentores no trabalho de elucidação e atendimento fraterno.
Para seus interlocutores sempre tinha uma história para contar, dos tempos do pioneirismo da construção da Mansão do Caminho, naquele local muito afastado da cidade de Salvador. Falava do seu tempo de telegrafista da Marinha, quando, na época da Segunda Guerra Mundial, ficava vigilante, no litoral da Bahia, informando os navios que passavam na Costa. Das dificuldades encontradas e do cansaço que muitas vezes chegava antes do fim do dia, na construção da Mansão do Caminho. Mas, sempre terminava a narrativa com um sorriso maroto. Como quem sabia que nada o demoveria da sua tarefa.
Em 30 de dezembro de 2005, Nilson recebeu o título de Embaixador da Paz no mundo pela Ambassade Universelle pour la Paix, em Genebra, capital da Organização Mundial da Paz, braço da ONU, Suíça, concedido pelos relevantes serviços prestados à Humanidade, se constituindo no 206º Embaixador da Paz.
No entanto, seu maior troféu foi, com certeza, o sorriso amigo que recebia das crianças atendidas na Mansão. Esse, seguramente, lhe dava maior  satisfação, pois era o reconhecimento pelo trabalho executado. Mãos que agradeciam a ajuda recebida, personagens da vida que recebiam o fruto do seu esforço, retirando-os da miséria absoluta.
Quantas crianças foram atendidas e tiveram suas vidas preservadas não só pelo alimento físico, pelas roupas que cobriam seus corpos, mas pelo amor que lhes aquecia os corações e o sorriso que afastava a tristeza dos seus olhinhos infantis. Não há reconhecimento maior do que o sorriso de uma mãe agradecida ao ver seu filho atendido nas suas mais simples necessidades.
Os milhares de sorrisos de reconhecimento, foram levados pelo Tio Nilson no seu retorno à Pátria Espiritual. Ficamos imaginando a recepção que esse Espírito valoroso recebeu no seu retorno. A satisfação dos Mentores Espirituais, que lhe avalizaram a reencarnação, ao verem seu protegido ter cumprido sua missão neste planeta de provas e expiações, com tanta distinção.
Foram oitenta e nove anos de uma vida profícua, sobretudo pela exemplificação daquilo que nos mostra a Doutrina Espírita nos seus postulados iluminativos e consoladores. Fica o legado do trabalho desse amigo e companheiro para as futuras gerações que continuarão sendo atendidas pelos trabalhos assistenciais da Mansão do Caminho.
Tio Nilson, muito obrigado por ter convivido conosco e leve, em seu coração, nossa eterna gratidão pelo seu exemplo de vida.

Marco Antonio Negrão
Em 22.4.2014.

CHURCHILL COM OS ESPÍRITOS...


É exatamente com este título, que a Revista Reformador, na edição de Fevereiro de 1955, na página 32, que a Federação Espírita Brasileira fala da ligação do premier britânico com o mundo imaterial, tão pouco palpável e constante naquela época.
Segundo a revista, centenas de artigos assinados por ele, haviam sido consagrados, pela passagem dos seus 80 anos. Evocou-se em todos os quadrante do globo, a surpreendente carreira do estadista britânico, rica de recordações de toda espécie. poucos dos seus biógrafos improvisados, entretanto, revelaram sua paixão pelo Espiritismo. E o interesse que manifestou pela doutrina revelada por Allan Kardec, já datava de outras épocas.
Foi por ocasião da guerra dos Boers, que teve, com efeito, a revelação exata do outro mundo. Era então correspondente de guerra do "Morning Post" e se achava um dia perdido na África, sozinho, desarmado, ameaçado por muitos perigos. Instintivamente apelou para o seu Guia Espiritual com o qual havia travado relações alguns meses antes, quando começara a dedicar-se à ciência espiritual, sem todavia crer muito nela. O jovem jornalista, irresistivelmente guiado, sem grande trabalho encontrou o caminho e a segurança.
Depois desse dia, Winston Churchill, bem como seu colega na época, Mackenzie King, primeiro ministro canadense, nunca mais tomou nenhuma decisão grave sem consultar os espíritos, tornando-se adepto fervoroso da Doutrina Espírita. E foi, depois disso, um dos raros políticos que tomaram a defesa dos espíritas junto ao parlamento britânico.
Reconheceu igualmente que, em muitas circunstâncias, recorreu a seu guia antes de decidir sua conduta. Notadamente, durante a última grande guerra - segundo suas próprias declarações - teve mais de uma vez a ajuda de um poder estranho.
Churchill teve ocasião, em maio de 1950, de proclamar seu pendor para Doutrina Espírita, numa reunião no Victoria Hall, na qual tomaram parte outras personalidades políticas, como Stafford Crips, Clement Attlee e Herbert Morrinson.
Adaptado da Revista Reformador

https://www.facebook.com/centroespiritacasadeluz/posts/575176959182166

Néa Faro - Uma vida dedicada ao Espiritismo

http://tribunaespiritadesalvador.blogspot.com.br/2011/06/numero-16-pagina-4.html

Da Tribuna Espírita de Salvador

Néa Faro - Uma vida dedicada ao Espiritismo



Sob a inspiração do Espírito Manuel Philomeno e Miranda (foto), Néa Faro fundou, com um grupo de amigos devotados, o Centro Espírita que leva o nome desse Benfeitor, na comunidade da Polêmica, ali perto do Iguatemi. Foi presidente da Casa até o dia 23 de abril de 2011, quando passou o cargo a Anivan Nery. Chegada do Rio de Janeiro, onde atuou no C. E. Léon Denis ao lado de Altivo Pamphiro, ela colaborou por largo tempo nas atividades assistenciais da FEEB na Casa de Petitinga.



1Começo – O fato de terem chegado a mim os livros espíritas foi uma coisa muito boa. Eu achava que aqueles livros eram todos católicos! Eu não sabia... porque em todos eles estava escrito “obra mediúnica”, mas aos seis anos de idade eu não sabia o que era obra mediúnica e, como falavam só de espíritos bons, para mim todos os espíritos bons só poderiam ser santos. Eu lia, por exemplo, a vida de Neio Lúcio e dizia: “Ah, deve ter sido um grande santo!” A própria “Lídia” – é uma das primeiras obras mediúnicas espíritas, de José Surinach (espírito), completou um século essa obra – e eu achando que era a vida de Santa Lídia. Quando fui me confessar, católica que era, muito ligada à Igreja - eu era da Cruzada Eucarística -, o padre confessor me perguntou: “Menina, o que você está lendo?” Eu disse: “A vida de Santa Lídia!” Eu não sabia que não era a vida de Santa Lídia, essa Lídia era uma das primeiras cristãs do século I. Essas coisas assim deram muita felicidade à minha vida!

2Religiosidade – Aos 13 anos eu escrevi uma Ave-Maria, olhando o céu, porque todo domingo eu ficava, por volta das 18 horas, fazendo reflexão e olhando o céu. Era um hábito. E eu escrevi uma Ave-Maria baseada nesse talento que minha avó me deu. Minha avó não era cristã, era budista, mas me ajudou muito em meu entendimento da vida espiritual. Porque eu sempre tive uma vida muito espiritualizada, né? Afinal, eu era católica, lia a Doutrina Espírita e, além de tudo, também tinha que saber todas as coisas de minha avó, que era budista. Então eu transitava  por várias religiões, o que me ajudou muito a respeitar as religiões alheias, de todas as pessoas.

3Trabalho – Lembrando-me da “História do Espiritismo”, escrita exatamente pelo autor daquele... Conan Doyle! Sir Arthur Conan Doyle. Ele diz (pela boca de Sherlock Holmes, criação sua) que “todo criminoso volta ao local do crime”. Então, veja que coisa interessante! Quando me tornei adulta e já tinha poder aquisitivo, eu voltei Àqueles lugares onde morei quando pobre para fazer um trabalho de assistência social. Coisas assim, incríveis, que aconteciam em minha vida. E quando retornei, muitas daquelas meninas diziam: “Mas você, Néa, você não morava aqui? Você não era aquela menina que estudava no Instituto de Educação?” Eu disse: “É, mas eu não terminei os estudos porque queria ser professora”. Aí, uma outra dizia: “Então você me carregou no colo!” E eu: “Exatamente! Vovó fazia eu tomar conta das crianças!”

4Gestão de pessoas – A presidência desta Casa... eu nunca pensei em ser nada como presidente. Eu penso, sabe, que é um grupo de amigos reunidos para que a gente construa uma vida melhor, não somente para a gente, mas principalmente para aqueles que caminham conosco, nesta vida, aqui nesta comunidade. E quem dirige uma Casa Espírita terá que dirigi-la sempre com uma visão de uma pessoa que é uma ajudadora – e a ajudadora terá que ser uma mãe. A mulher já nasce mãe, e o homem terá que ser um pai dessas almas que chegam até aqui, porque todos nós que estamos na Casa Espírita somos almas muito, mas muito devedoras ainda à lei do Eterno Bem. Então, tudo que construirmos em prol de uma vida melhor, juntos, será melhor para todos nós.

http://almaespirita.blogspot.com.br/search?q=nea+faro

Nea Faro, já desencarnada, destacou-se nas lides espiritistas de Salvador (BA) desde que veio do Rio de Janeiro, onde nasceu, e aqui integrou-se às atividades promovidas pela Federação Espírita do Estado da Bahia (FEEB) em sua sede histórica, hoje conhecida como Casa de Petitinga, localizada no Centro Histórico de Salvador. Na sede atual da FEEB, ela e outras companheiras desenvolveram ações no campo social atendendo às crianças de comunidades carentes do entorno. Logo depois, tendo recebido um imóvel por doação, transferiram esse trabalho para a comunidade da Polêmica, onde inaugurou-se a Casa de Oração Manoel Philomeno de Miranda, que Nea dirigiu até retirar-se, em razão de seu estado de saúde física, para São Paulo, onde vivia uma de suas duas filhas. O clima paulista não a favoreceu, porém, e, bastante debilitada, reornou a Salvador, onde desencarnou em 2016.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

VITOR RONALDO COSTA



VITOR RONALDO COSTA RETORNA À PÁTRIA ESPIRITUAL - Revista Internacional de Espiritismo - Edição de Jan/2016 - Casa Editora O Clarim
Vitor Ronaldo Costa, escritor espírita com várias obras publicadas, além de palestrante e articulista doutrinário, retornou para a pátria espiritual em 21 de novembro de 2015, com 72 anos, em Brasília, devido a um câncer de pâncreas.
Em 19 de setembro de 1943, na cidade do sol, Natal - Rio Grande do Norte, nasceu Vitor Ronaldo Costa, o primogênito de cinco irmãos. Nascido em família espírita, sempre vivenciou a doutrina dentro de casa e desde cedo participava de reuniões mediúnicas.
Sempre mostrou inclinação pelo inexplicável aos olhos da matéria. A mãe contava que, ainda pequeno, gostava de sentar-se à mesa, com papel e caneta na mão, dizendo que ia psicografar. Em posição bem compenetrada, escrevia: “Jesus é amor”, a mãe achava graça, abraçava-o e dizia: “Muito bem! Excelente a sua mensagem!” E ele saia satisfeito por ter cumprido sua tarefa espiritual do dia.
Aos 14 anos, deparou-se com a primeira grande perda física da sua vida, a morte de seu pai. Soube, desde então, que se tornaria o “homem” da casa. A vida modesta e a necessidade de ajudar nas despesas da família fizeram com que ele começasse a trabalhar muito cedo. Sua mãe, mulher forte e generosa, foi a grande responsável pelo cultivo do espiritismo em seu ser. Na luta do cotidiano de criar seus filhos e viver as diretrizes da doutrina espírita, foi acometida por um câncer de mama, que acolheu com resignação e serenidade. Mesmo com tratamentos precários, resistiu bravamente durante vários anos e veio a falecer no dia da sua colação de grau em medicina.
Esteve casado por 45 anos com Janete, companheira que sempre lhe apoiou nos trabalhos espirituais. Era ela quem oferecia o primeiro acolhimento daqueles os quais procuravam consolo por meio dos tratamentos espirituais. Pai de três filhas e um filho e avô de cinco netos.
Na medicina, especializou-se em Medicina de Aviação, Clínica Médica e Homeopatia. E, na medicina da alma, por meio dos seus trabalhos mediúnicos, buscava oferecer a oportunidade de aliviar o sofrimento de encarnados e desencarnados.
Como médico da aeronáutica, foi morar em Porto Alegre e, posteriormente, radicou-se definitivamente em Brasília. Em Porto Alegre, buscava resposta para a necessidade de aprimorar os resultados das terapias desobsessivas dos doentes psiquiátricos do Hospital Espírita. Foi quando conheceu o Dr. José Lacerda de Azevedo e tornou-se o fiel companheiro dele, o mestre que o introduziu na desobsessão amorosa em casos complexos e o ensinou como exercê-la, utilizando-se da Apometria. Do Dr. Lacerda recebeu acolhimento, amizade, reforço à retidão e os manuscritos da grande obra dele. Este escreveu dois livros sobre o tema.
Em Brasília, labutou em trabalhos desobsessivos como dirigente mediúnico em várias casas espíritas. Finalizou sua tarefa corpórea das atividades mediúnicas no Grêmio Espírita Atualpa, casa que o acolheu com grande generosidade. Foi doutrinador, com mais de 40 anos de prática, no esclarecimento, conforto e despertamento dos espíritos sofredores. Foram milhares de assistidos, encarnados e desencarnados, atendidos sem qualquer tipo de cobrança, condição ou diferenciação por credo ou classe social.
Disciplinado, era um estudante incansável do espiritismo. Escreveu os seguintes livros: Mediunidade e Medicina; Apometria – Novos horizontes da medicina espiritual; Gerenciando as emoções à luz da sabedoria Crística; Enfermidades da alma; O visitador da saúde; Desobsessão e Apometria; e Mentomagnetismo e Espiritismo. E os seguintes livretos: Minuto mediúnico; Otimismo em verso e prosa; e Allan Kardec: Vida e Obra (espiritismo em versos). Foi um exímio palestrante, que atuava em várias casas espíritas, dentro e fora de Brasília.
Sistematizou, conjuntamente com seu sobrinho Gustavo Henrique de Lucena, as informações trazidas pelos espíritos sobre o Mentomagnetismo, com elucidações sobre o uso mental do magnetismo como auxílio fundamental para os trabalhos de desobsessão e de cura espiritual. Seu último livro publicado abordava esse assunto.
Um homem que soube viver e morrer. Tinha convicção na continuação da vida e no amparo dos bons espíritos. Ao receber o diagnóstico, afirmou sem titubear: “- Estou pronto!” Por conseguinte, não sucumbiu à revolta, à negação, à depressão quando colocado diante da doença fatal. Abdicou-se de murmurar queixas. Dizia estar tudo bem e minimizava os incômodos dos catéteres, drenos e intensa icterícia. Diante da cirurgia mutilante, só manifestava confiança e gratidão aos médicos, enfermeiras e nutricionistas. Sabia que ia desencarnar, mas minimizou a situação para que a família não sofresse. Para quem o conheceu ficou a saudade física da sua presença, mas a certeza de que Vitor Ronaldo Costa foi um homem bom. Nesse momento, no plano espiritual, reencontra seus entes queridos e todos aqueles que ele pode auxiliar durante mais de quatro décadas de trabalhos espirituais realizados com base no amor e na caridade.

sábado, 9 de janeiro de 2016

ANTUZA FERREIRA MARTINS


Uma das páginas mais luminescentes da Doutrina Espírita em Uberaba e também em toda a vasta região do Triângulo Mineiro, chamava-se Antuza Ferreira Martins.
Filha de Manoel Ferreira Martins e D. Júlia Maria do Espírito Santo, nasceu em uma fazenda nos arredores de Uberaba, no dia 09 de setembro de 1902.
Aos 4 anos, acometida de meningite, foi desenganada por muitos médicos, tendo, em conseqüência, ficado surda e perdido o sentido da fala. Posteriormente, mudou-se com a família para Uberaba.
Antuza, segundo Erenice sua irmã a quem carinhosamente chamávamos de Nice, desde pequena via os espíritos. Cresceu dentro de um clima psíquico que não compreendia, nem mesmo os familiares, posto que ninguém na família era espírita.
Quando completou 15 anos, em 1917, a família transferiu-se para Sacramento, cidade que, desde 1904, se transformara em ponto central do Espiritismo em todo o Brasil, pelo trabalho que vinha desempenhando o inesquecível Eurípedes Barsanulfo.
Em lá chegando Antuza foi levada pela mãe à presença de Eurípedes, o qual, ao vê-la, foi logo dízendo da tarefa que deveria desempenhar no campo da mediunidade.
Tornaram-se, a partir daí, espíritas.
Durante alguns meses, quase dois anos, Antuza trabalhou lado a lado com Eurípedes Barsanulfo, ora ajudando na limpeza da farmácia, ora auxiliando na manipulação dos medicamentos homeopáticos. Com esse "estágio espiritual" junto ao grande Missionário da Caridade, Antuza equilibrou-se, aprendeu a viver dentro de suas limitações,a comunicar-se por meio de sinais e as suas faculdades psíquicas ampliaram-se dando-lhe extraordinária lucidez.
Quando Eurípedes desencarnou, em 1918, ela e a família mudaram-se definitivamente para Uberaba. Mas, antes disso, ainda em Sacramento, Antuza encontrava-se desconsolada com a partida do Benfeitor para o Plano Espiritual e chorava muito. Através da mímica e de algumas poucas palavras que com o tempo aprendeu a articular, conta-nos ela que, certo dia, quando, em prantos, ouviu uma voz a chamar-lhe: - “Antuza, Antuza!..” Ela, assustada, ao voltar-se, percebeu Eurípedes pairando no ar a dizer-lhe ainda: - "Não chore. Você precisa trabalhar muito! . . ."
Quando ainda morava em fazenda, uma criança foi levada pela mãe até Antuza para ser “benzida”. A criança estava muito mal, com o abdome muito dilatado. Antuza conversou com os espíritos (via-se que ela estava ouvindo e respondia, com gestos e com balbucios a alguém invisível), estendeu as mãos com as palmas para cima e da espiritualidade desceu uma quantidade grande de fluido esverdeado e luminoso (a irmã mais velha de Antuza era médium e viu essa massa fluídica). Antuza modelou essa massa com as mãos e colocou sobre o abdome da criança, massageando de leve. O abdome da criança foi diminuindo e em poucos dias ela estava saudável.
Quando a família se instalou em Uberaba, contava ela 17 anos e começou a freqüentar o tradicional Ponto "Bezerra de Menezes", em casa de Da Maria Modesto Cravo. Numa das reuniões do Ponto Antuza recebeu instruções sobre a sua missão do espírito de Santo Agostinho que seria, durante toda a sua vida, seu protetor. Note-se que através da psicofonia de Da Maria Modesto todos os presentes ouviram a comunicação, inclusive Antuza que, apesar de surda, ouvia os espíritos.
Por essa época, Antuza começou a transmitir passes, cuja mediunidade curadora, coadjuvada pela vidência, audição, desdobramento e efeitos físicos, foi empregada para ajuda aos necessitados com raro discernimento evangélico.
Antes de passar a atender em sua própria casa, num galpão construído nos fundos, trabalhou como médium no C. E. Uberabense, Sanatório Espírita e na Comunhão Espírita Cristã, logo que Chico Xavier se transferiu para Uberaba.
A seu respeito, o nosso estimado Chico já se pronunciou em diversas ocasiões, tendo, inclusive, afirmado trazer Antuza "o remédio nas mãos". Quando homenageado na Capital do Estado, Chico disse que existia em Uberaba uma senhora que, no anonimato de seu trabalho em favor dos que sofrem, deveria ali estar sendo alvo das homenagens prestadas a ele, que reconhecia não as merecer, de forma alguma, e citou o nome de Antuza Ferreira Martins!
Em sua própria casa e depois no “Barracão”, recebia extensa fila de pessoas, entre crianças e adultos. Quantas vezes, após exaustiva concentração, Antuza nos descrevia o problema orgânico, ou espiritual, de quem lhe buscava o concurso carinhoso e abnegado!
Uma senhor obsedada foi trazida amarrada para a casa onde morava Antuza. Era necessário, mesmo assim que várias pessoas a segurassem, ela se debatia e retorcia constantemente. Antuza entrou em prece e daí a pouco uma médium vidente presente viu uma luz vinda de muito alto descer e tomar a forma de Eurípedes Barsanulfo. Este incorporado na médium disse “boa noite, irmãos” e os espíritos que subjugavam aquela senhora afastaram-se imediatamente. Aí Eurípedes pediu que desamarrassem e soltassem a mulher. Ela se tornou imediatamente lúcida e curada daquela obsessão.
Um moça vinda do estado de Mato Grosso chegou até a casa da Antuza andando de “quatro”, isto é como um quadrúpede, sem falar e sem consciência de si mesmo. A família já havia procurado inúmeros médicos sem resultados. Antuza “conversou” com o espírito que a obsedava, fez gestos indicando a ele que se retirasse, fosse embora e em alguns minutos a moça se levantou e perguntou ao pai que a acompanhava: onde estamos? O que estamos fazendo aqui? Na sessão de desobsessão que ocorria à noite no Barracão, dois espíritos vingadores da moça foram doutrinados: haviam sido torturados e mortos por ordem dela quando eram seus escravos e a perseguiam desde então. Faziam-na ficar como um animal e montavam sobre ela, fazendo-a conduzi-los no “lombo”, entre outras coisas.
Além das atividades mediúnicas Antuza ajudava nas tarefas da casa, ao lado de sua irmã Erenice, irmãos e de seus sobrinhos que vieram morar com eles. Fazia tapete de crochê usando cordões cortados de malhas; esses tapetes eram vendidos e o dinheiro era usado para comprar algumas coisas para seu uso pessoal, presentes, brinquedos e outras necessidades.
Conta-nos Nice (intérprete de Antuza para os que não se familiarizam com a sua maneira de "falar" com as pessoas) que, certa vez. uma mulher, chorando muito e extremamente desesperada, ao receber o passe, é indagada pela médium se tinha bebido alguma coisa corrosiva, pois o interior dela estava parecendo "velho". Ainda em lágrimas, a infeliz irmã lhe diz que, tempos atrás, havia ingerido soda cáustica (!) e ainda sentia fortes dores, encontrando dificuldade de alimentar-se normalmente.
Para que tenhamos uma idéia da presença dos espíritos na vida de Antuza, vejamos o que ocorreu quando ainda era criança. Ela e a mãe, morando na fazenda foram até a horta colher legumes e sua mãe deixou-a; um pouco para trás; nisto, surge uma cobra prestes a picar a menina. Ela ficou como que hipnotizada e, como não falava, não tinha como gritar por socorro. Eis quando, ao seu lado, um espírito, com aspecto de padre, a pega pelos braços e lhe dá um violento impulso, distanciando-a, assim, do peçonhento réptil. Antuza começa a chorar e sua mãe, correndo, chama alguns lavradores, os quais dão cabo da enorme serpente.
Dr. Henrique Krüger, médico uberabense, Agostinho, Eurípedes Barsanulfo e muitos outros a quem não conhece pelo nome, são os espíritos que lhe assistem o trabalho cristão ao qual devotou a própria vida.
Por volta de 1979, Antuza que ainda enxergava, porém surda e muda, vivia em Uberaba na companhia dos irmãos Euphranor e Erenice; e, aos domingos, como de costume, almoçava na casa do sobrinho Antônio Carlos, o qual possuía um piano francês.
Antuza era capaz de ver dentro do corpo das pessoas, a doença que tinha ou não tinha; fazia curas à distância, especialmente à noite.
Após a refeição, Antuza se dirigia para a sala onde se encontrava o piano, e acomodando-se em uma poltrona, permanecia imóvel por mais de uma hora. Depois, levantando-se, vinha dizer em seu modo característico (gestos e fala precária) que Frederico, um rapaz muito bonito, estava tocando piano para ela; e que sua música era maravilhosa. Tai fato se repetiu por anos, e era de conhecimento de toda a família. Certa vez, em visita a outro sobrinho: Euphranor Jr., que era professor de História e possui uma bela biblioteca em sua casa; este entregou à Antuza um belo exemplar de um livro sobre os maiores compositores da musica clássica (nota-se que tal livro continha fotografias de todos compositores, os quais, já haviam desencarnado). Enquanto Antuza folheava o livro, Euphranor Jr. ia lhe perguntando se ela conhecia as pessoas das fotos, o que lhe era negado: “Não...,não..., não!” Em dado momento, diante da foto do grande músico Frederico Chopin ela se manifestou por gestos: "- Éele! Frederico, o moço que toca piano para mim”.
Como Eurípedes, Antuza igualmente "casou-se com os mais pobres", doando-se inteiramente ao serviço cristão, na edificação do Reino de Deus no coração das criaturas.
Em seus lábios, a palavra "trabalhar" (uma das poucas que conseguia articular com certa nitidez) soava de maneira diferente: é imperiosa e definitiva!
Por mais de 70 anos ela exerceu seu legítimo "mandato mediúnico". E não são poucos os que, através de suas abençoadas mãos, receberam o amparo do Mais Alto.
Em seu humilde recanto de trabalho, sobre tosca mesa de madeira, cujos pés estão fincados no piso, um único livro: "O Evangelho Segundo o Espiritismo", o qual, de quando em quando, solicitava a um dos colaboradores ler uma página.
Nos últimos seis anos de existência física, Antuza ficou cega, agravando as suas limitações físicas e no dia 30 de julho de 1996, aos 94 anos incompletos, desencarnou em Uberaba, em decorrência de complicações naturais da idade avançada.
Antuza, uma "baixinha" de um metro e alguns quebrados de altura, mas um espírito gigante na seara evangélica foi, sem dúvida alguma, uma das mais legítimas representantes da mediunidade com Jesus!
Um exemplo a ser seguido pelos espíritas de hoje e de amanhã!...

(texto baseado no livro “O Espiritismo em Uberaba” , no “Anuário Espírita” de 1997, em um “Boletim Informativo” da AME Uberaba e em informações pessoais de parentes)


Vídeo com Antuza

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Dona Modesta

http://www.sanatorioespiritauberaba.org/#!dona-modesta/c1mhs

Maria Modesto Cravo nasceu na cidade de Uberaba-MG, em 1899.

Teve formação católica e casou-se aos 17 anos com Nestor Cravo fixando residência em Belo Horizonte onde nasceram os seis filhos do casal.

Sentindo os primeiros fenômenos de desiquilíbrio físico-mental em sua esposa, seu marido recebeu orientação para que levasse sua esposa ao encontro de Eurípedes Barsanulfo, na cidade de Sacramento-MG.

Lá, Eurípedes, constatando a existência de suas faculdades mediunicas, submete-a de imediato a tratamento físico-espiritual  através da fluidoterapia pois seu organismo achava-se muito debilitado, em função de grave quadro obsessivo.

Em poucos dias, Maria Modesto apresentava significativa melhora, sendo convidada a trabalhar na equipe mediúnica. Passado pouco tempo, já recuperada, Maria Modesto é orientada por Eurípedes Barsanulfo a mudar-se para Uberaba para desenvolver  importante trabalho espiritual a que já estava destinada.

Em janeiro de 1919, funda com outros abnegados servidores, o Ponto Bezerra de Menezes, onde passa a servir a enfermos e necessitados. Surge assim, oficialmente, o primeiro núcleo do Espiritismo aberto ao público em Uberaba.

A sua assistência não se limitaria ao intercâmbio espiritual. Em 1922 inicia a realização do Natal dos Pobres, beneficiando os necessitados que ali buscavam o amparo, além da assistência prestada aos cegos, presidiários e outras instituições.

No Ponto, recebe do Dr. Bezerra de Menezes (1831/1900) a incumbência  de criar uma nova instituição, o Sanatório Espírita de Uberaba. A planta arquitetônica do Sanatório é recebida mediunicamente por Maria Modesto.

Em 1928, a pedra fundamental é lançada pelo presidente do Centro Espírita Uberabense, médico sanitarista Henrique von Krugger Schroeder.

Em 1933 o Sanatório é inaugurado, sendo contratado para o cargo de primeiro diretor clínico,  Dr. Inácio Ferreira, jovem psiquiatra formado pela Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Junto ao Sanatório Espírita, o trabalho de Maria Modesto foi constante, tendo a benfeitora encontrado ainda tempo para auxiliar na fundação da União da Mocidade Espírita de Uberaba (UMEU) e do Lar Espírita para Moças em 1949, este juntamente com o Dr. Inácio que doa o terreno.

É importante lembrar que Chico Xavier, quando ainda morador de Pedro Leopoldo, costumava vir a Uberaba à serviço para participar anualmente da Exposição Agropecuária. Nessas oportunidades era sempre acolhido por Dona Modesta que o levava para participar das atividades do Centro Espírita Uberabense e às sessões noturnas no Sanatório Espírita.

Dona Modesta, como era carinhosamente chamada, considerada a Grande Dama da Caridade de Uberaba, manteve durante toda a sua vida incansável trabalho em prol de todos os necessitados da região.

Em julho de 1963, já com sérios problemas de saúde, transfere-se para Belo Horizonte, onde vem a falecer em 1964, após prolongada enfermidade.



Escrivaninha de Modesta

Escrivaninha Modesta



Ainda hoje, do outro lado da vida, Dona Modesta, continua a auxiliar os necessitados de todo o Brasil.

O Livro "A Vida e Obra De Maria Modesto Cravo" de Iracy Cecílio, Editora INEDE, traz uma extensa biografia sobre a vida dessa grande benfeitora.


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Os mártires de Lyon

Os mártires de Lyon

Matéria publicada no Jornal Mundo Espírita - julho/2006



Lyon é denominada a cidade dos mártires. Abundaram ali aqueles que deram a vida por amor à Verdade.



No ano de 177, as perseguições desencadeadas atingiram os cristãos de Lyon e Viena, cidade da França, próxima à primeira. Toda classe de recursos foi utilizada contra os seguidores de Jesus.



Sua presença passou a não ser tolerada em parte alguma, nem nos banhos, nem no foro, nem no mercado. Contra eles se levantaram acusações de que cometiam infanticídios, que se banqueteavam com carne humana, enfim, que praticavam incestos e toda sorte de crimes.



As calúnias, espalhadas entre o povo, o incitaram contra os perseguidos. Cada dia, novas prisões eram feitas. Submetidos a insultos e humilhações, tudo suportavam com admirável resistência.



Conduzidos ao Foro pelo tribuno e soldados, eram interrogados perante o povo, que os apupava, proferindo impropérios.



Vétio Epágato, abnegado senhor, que assistia ao interrogatório, não pôde presenciar tamanha iniqüidade e, cheio de piedade, pediu para sair em defesa dos acusados, comprometendo-se a provar que não mereciam a pecha de criminosos, que lhes era imputada.



Homem de vida austera, desde muito jovem tendo abraçado a Boa Nova, teve recusada sua oferta pelo preposto do Imperador. Tendo-lhe sido perguntado se era cristão e tendo-o afirmado, foi agregado ao número dos demais prisioneiros.



Com ironia, o apontavam, dizendo: "Vejam aí o advogado dos cristãos." Firme na fé, sofreu toda sorte de tormentos.



Santo, diácono de Viena, teve contra si incitada a fúria do povo. Experimentou em seu corpo todos os tormentos que a maldade humana pode engendrar. Quando seus verdugos esperavam fazê-lo confessar algum crime, permaneceu na mesma posição.



A todas as indagações, respondia em latim: "Sou cristão." Não disse seu nome, sua cidade, seu país, se era escravo ou livre, sua raça. Aplicaram-lhe sobre as partes mais sensíveis do corpo, lâminas de bronze ardentes. Ele permaneceu irredutível, como que banhado e fortificado pelas águas de fonte superior.



O corpo em uma chaga só, contraído e retorcido, parecia nem mais conservar a forma humana. Deixaram os verdugos que alguns dias se passassem e depois o tornaram a interrogar.



Acreditavam que, se reiterassem os tormentos sobre as chagas sangrentas e inchadas, alcançariam seu intento, porque o simples tocar de mãos sobre elas produzia dor insuportável.



Se morresse por causa dos tormentos, imaginaram as autoridades que sua morte tão horrível poderia intimidar a outros.



Não alcançaram êxito em nenhuma das opções. O segundo tormento pareceu mais fortalecer a Santo.



Como todas as torturas eram superadas pela constância em Cristo, os prisioneiros foram encerrados em calabouços incômodos, escuros, com os pés presos e o corpo esticado. Muitos pereceram por asfixia. Outros tantos, pelos ferimentos profundos recebidos.



Santo, junto a outros foi levado, finalmente ao suplício entre as feras. Nada parecia aplacar a sanha sanguinária dos que assistiam ao cruel espetáculo. Ao contrário, a perseverança dos mártires lhes aumentou a fúria.



Assim, os que não morriam com as mordidas e patadas das feras, foram amarrados a postes ardentes, desprendendo insuportável odor por todo o anfiteatro.



A Santo não conseguiram arrancar nenhuma outra frase que não a constante: "Sou cristão." Por fim, os que ainda não haviam sucumbido com tantos suplícios, foram degolados.



Blandina, uma escrava de corpo débil, foi atada em um poste, exposta às feras. Aprisionada em forma de cruz, ela orava, fortalecendo os demais e como as feras não a atacassem, foi retirada do madeiro e novamente encarcerada.



No último dia dos espetáculos, a trouxeram para a arena, junto a um jovem de 15 anos, de nome Pontico. Antes os haviam feito assistir aos suplícios de outros, visando arrefecer-lhes o ânimo.



O denodo com que suportaram os tormentos, atraíram a ira do povo para si. Todos se deram conta que era Blandina que insuflava ânimo ao jovem. Finalmente, após vexações e suplícios, ele morreu.



Ela foi arrastada pelas feras, foi pendurada em um poste ardente, foi envolta em uma rede e exposta a um touro bravo, que a lançou repetidas vezes pelos ares. Os soldados se mostravam confusos pela resistência daquela mulher, de corpo tão frágil. Ceifaram-lhe a vida degolando-a.



Os corpos dos que haviam morrido no cárcere foram jogados aos cães e guardados dia e noite para que não pudessem ser recolhidos e sepultados. Os que haviam perecido pelas feras, tiveram seus pedaços também jogados aos cães. Todos ficaram insepultos por seis dias, sob escolta militar.



Eram cabeças truncadas, corpos mutilados, membros carbonizados. Havia quem passasse e os chutasse, rangesse os dentes ou risse, insultando Aquele por quem aqueles "miseráveis" haviam dado a vida.



Passados os seis dias, foram queimados e reduzidos a cinzas aqueles restos, arrojadas posteriormente ao Ródano, para que nada deles sobrasse. Acreditavam assim estar destruindo a semente da Boa Nova. Mal sabiam eles que os cristãos, inflamados de amor, continuariam, por muito tempo ainda, a se oferecerem em holocausto nas arenas do mundo.



Bibliografia:
1. XAVIER, Francisco Cândido. Corações em luta. In:___. Ave, Cristo! Pelo espírito Emmanuel. 3. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 1966. cap. II.
2. www.cristianismo-primitivo.org/siglo___/MartirLyon.htm
(Actas selectas de los mártires. Sevilha, 1991).